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Crise no Haiti afeta adversário do Brasil na Copa

Copa do Haiti ocorre em meio à crise humanitária, violência de gangues e mais de 1,4 milhão de deslocados, impactando o time

Seleção do Haiti posa para fotos antes da estreia na Copa do Mundo, contra a Escócia (Foto: GREG M. COOPER/EFE/EPA)
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  • O Haiti enfrenta o Brasil em Filadélfia, nesta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), pela Copa do Mundo de 2026, após derrota por 1 a 0 para a Escócia na estreia.
  • A participação haitiana no Mundial é a primeira desde 1974, considerada uma vitória diante da grave crise humanitária que o país vive.
  • Entre 1º de março de 2025 e 15 de janeiro de 2026, o Haiti teve pelo menos 5.519 assassinatos e 2.608 feridos, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
  • A Organização Internacional para as Migrações aponta mais de 1,4 milhão de deslocados internos em setembro de 2025, aumento de 36% desde novembro de 2024.
  • A maioria dos 26 convocados para a seleção vem da diáspora: apenas dez nasceram no Haiti, e Woodensky Pierre é o único que joga em clube haitiano; partidas como mandante ocorreram fora do país por causa da violência.

O Haiti estreia na Copa do Mundo de 2026 com derrota por 1 a 0 para a Escócia. Nesta sexta-feira, 19, a equipe enfrenta o Brasil na City, em Filadélia, a partir das 21h30 (horário de Brasília). O objetivo é vencer, mas a participação já é histórica para o país caribenho.

A seleção haitiana conta com 26 jogadores convocados; apenas 10 nasceram no Haiti. Woodensky Pierre é o único que atua em um clube do país. A maioria joga na diáspora, com 12 nascidos na França, além de atletas no Canadá, Suíça e EUA.

A crise no Haiti é agravada pela violência de gangues e pela instabilidade política. Um relatório da ONU afirmou, entre 1º de março de 2025 e 15 de janeiro de 2026, mais de 5.500 mortos e quase 2.600 feridos.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, em setembro de 2025 havia mais de 1,4 milhão de deslocados internos, alta de 36% desde 2024.

O Chade iniciou operações para enfrentar gangues no Haiti, após uma missão liderada pelo Quênia, de 2024, não ter obtido grandes resultados. O país viveu ainda tomada de estádios e centros de treinamento.

O Stade Sylvio Cator, principal estádio, foi ocupado por gangues em março de 2024, e o Rancho Croix-des-Bouquets, centro de treinamento da seleção, foi abandonado em 2021 por grupos armados.

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