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Encontro EUA e Irã na Suíça é adiado

Negociações entre EUA e Irã adiadas na Suíça, gerando incerteza sobre a trégua, enquanto Israel intensifica ataques no Líbano

Complexo hoteleiro de luxo Bürgenstock, acima do Lago Lucerna, onde as negociações entre EUA e Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio estavam programadas para começar em 19 de junho de 2026
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  • A Suíça confirmou o adiamento da reunião prevista para esta sexta-feira entre Estados Unidos e Irã, com mediação do Catar e do Paquistão, sem indicar uma nova data.
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, adiou sua viagem, e o Paquistão também cancelou participação; o acordo previa abrir negociações detalhadas em sessenta dias.
  • O acordo assinou, de forma eletrônica, pelos presidentes Masoud Pezeshkian, do Irã, e Donald Trump, dos EUA; o objetivo era iniciar negociações presenciais em até sessenta dias.
  • O Líbano continua sob ataques de Israel, com várias mortes, em meio a tensões regionais e críticas a Washington e Tóquio; o Irã condiciona o cumprimento do acordo à redução de hostilidades.
  • O Estreito de Ormuz registrou retorno do tráfego, ajudando a estabilizar o preço do petróleo, que ficou próximo de eighty dollars por barril.

O governo suíço anunciou o adiamento das negociações entre Estados Unidos e Irã, com a participação de mediadores do Catar e Paquistão, programadas para esta sexta-feira na região de Lugano. O objetivo era avançar para acordos formais que encerrem o conflito iniciado no fim de fevereiro.

O adiamento foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores da Suíça, que não antecipou uma nova data. Horas antes, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, já havia informado o cancelamento de sua viagem. O acordo anterior, assinado eletronicamente, previa 60 dias de negociações.

As negociações tinham como cenário uma cerimônia em um hotel de luxo em Bürgenstock, com a assinatura do acordo na semana e a expectativa de abrir as negociações presenciais entre Washington e Teerã. O acordo incluía etapas para reduzir hostilidades e retomar o diálogo.

JD Vance, representante dos EUA, e o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, tinham papel central como mediadores. O porta-voz da Casa Branca informou que a logística das negociações não era simples e que a viagem não seguiria nesta sexta.

O acordo, assinado por oficiais iranianos e pelo presidente norte-americano, buscava um calendário para negociações presenciais no futuro, sem que o texto mencionasse a aceitação de todas as posições do adversário. O líder iraniano aprovou o documento com ressalvas.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, sinalizou que Teerã responderia firmemente a violações do protocolo e a demandas excessivas, em tom de alerta para as partes envolvidas. Fontes oficiais destacaram cautela quanto ao desfecho.

Nos dias anteriores, o Estreito de Ormuz, essencial para o fluxo mundial de petróleo, teve tráfego retomado, após semanas de interrupção. Fontes norte-americanas indicaram a passagem de vários navios mediante operações de verificação.

Enquanto a negociação avança ou é adiada, a situação no Líbano permanece tensa. Ofensivas israelenses contra o sur, em apoio aos movimentos pró-iranianos, prosseguem, com balanço de mortes e confrontos em várias regiões próximas a Nabatiyeh.

O conflito envolve diversas forças regionais e continua a impactar mercados globais, com flutuações nos preços do petróleo. O cenário político na região permanece marcado por discursos duros e condicionantes para qualquer acordo duradouro.

Essa notícia é trazida com informações da AFP.

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