- Stephanie Arcanjo, brasileira, viveu com Eric Fauchere Lopes por pouco mais de quatro anos, sem saber que ele era espião russo e que a identidade dele era falsa.
- O relacionamento começou em 2018, em uma balada em São Paulo, quando ele dizia ser investidor e interessado por pedras preciosas; ela sugeriu abrir uma joalheria.
- Em determinado momento, ele pediu que vendessem os bens do casal e interromperam contatos, afirmando que ele “viraria monge”; após a viagem internacional a situação mudou drasticamente.
- Três anos após o fim, Stephanie recebeu uma ligação da Polícia Federal e descobriu que o namorado era um espião russo; a história veio a público após repercussão em podcast da Rádio Novelo.
- A cobertura remete a reportagens anteriores, incluindo publicação do The New York Times em maio de 2025, e a menção de uma joalheria de fachada ligada ao casal em Brasília, associada à identidade falsa.
Stephanie Arcanjo, brasileira, viveu mais de quatro anos ao lado de um homem que dizia ser investidor e colecionador de pedras preciosa. O relacionamento ganhou repercussão após um podcast da Rádio Novelo trazer o caso a público.
Ela contou que conheceu o homem, identificável como Eric Fauchere Lopes na época, em 2018, em uma balada em São Paulo. Segundo o relato, ele pediu para viajar com frequência e manteve a vida financeira do casal sob segredo.
Ao longo do relacionamento, a dupla realizou viagens de luxo, inclusive a Dubai. Em determinado momento ele solicitou que todos os bens fossem vendidos, incluindo a casa, os carros e a loja, afirmando que não voltariam a se ver.
Três anos após o término, Stephanie recebeu uma ligação da Polícia Federal para prestar depoimento, o que a levou a descobrir que o ex-namorado seria, na verdade, um espião russo. A revelação ganhou força após matérias internacionais.
Contexto e desdobramentos
Em maio de 2025, o The New York Times publicou que Aleksandr Andreyevich Utekhin era o verdadeiro nome do homem, e que ele operava lojas de fachada no Brasil. Questionada, a reportagem do Metrópoles apontou a Esfel Jewelry, localizada na Asa Norte, em Brasília, como o ponto citado pelo jornal norte-americano.
A joalheria mencionada foi desativada e, segundo apuração local, no mesmo endereço funciona hoje uma seguradora. O episódio integra a visão de que o Brasil abriga atividades ligadas a espiões russos, conforme o veículo internacional mencionou na época.
Em setembro de 2025, a brasileira confirmou, após buscas com advogados, que o nome do ex-namorado não correspondia à identidade apresentada e que reportagens internacionais revelaram a real identidade dele.
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