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França proíbe manifestação de grupo contra o regime iraniano após diálogo com Teerã

França proíbe protesto do CNRI contra o regime iraniano em Paris por risco de confrontos, em meio a conversa diplomática entre Paris e Teerã

Decisão de proibir o protesto foi tomada horas depois de o chanceler da França, Jean-Noël Barrot (foto), ter conversado por telefone com o seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi (Foto: Olivier Hoslet/EFE/EPA)
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  • França proibiu, em Paris, o protesto do Conselho Nacional da Resistência Iraniana (CNRI) neste sábado, 20, citando risco de confrontos entre ativistas com opiniões opostas que poderiam desestabilizar a ordem pública.
  • A polícia de Paris informou que há “risco sério” de confrontos que prejudicariam a ordem pública durante a manifestação.
  • A decisão ocorreu horas após o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, ter conversado por telefone com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, sobre negociações relacionadas ao fim da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
  • O CNRI na França, representado por Afchine Alavi, disse que a justificativa de segurança é “fútil e ridícula”, argumentando que o grupo nunca teve violência em atos anteriores.
  • O Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que a alegação de ligação entre o veto e a conversa entre chanceleres é falsa, negando qualquer relação entre o telefonema e a proibição.

França proibiu o protesto do Conselho Nacional da Resistência Iraniana CNRI em Paris, previsto para este sábado. A Polícia aponta risco de confrontos entre grupos com visões opostas, o que poderia perturbar a ordem pública.

A decisão foi tomada horas após o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, ter ligação telefônica com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, sobre negociações para encerrar a guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã.

Afchine Alavi, representante do CNRI na França, qualificou a justificativa de segurança como infundada, afirmando que o grupo não tem histórico de violência. Ele aponta motivação política na proibição.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da França negou que o veto esteja relacionado ao telefonema entre os chanceleres, ressaltando que a afirmação não procede e que não houve pedido de cancelamento feito pelo Irã.

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