- Governo interino da Venezuela e uma ex-deputada oposicionista iniciam diálogo, com apoio dos Estados Unidos, sobre uma transição democrática.
- Dinorah Figuera retorna ao país após oito anos no exílio para participar da criação de uma autoridade eleitoral “crível”.
- Encontro ocorreu horas depois de ela ser recebida pelo presidente do Parlamento, como representante dos opositores de 2015 a 2020.
- Departamento de Estado descreveu a reunião como oportunidade para estabelecer um roteiro de diálogo político em prol de uma transição democrática.
- A oposição, liderada por María Corina Machado, reivindica a vitória de Edmundo González Urrutia nas eleições de 2024; Maduro se proclamou reeleito em meio a denúncias de fraude.
O governo interino da Venezuela e a oposição iniciaram nesta quinta-feira um diálogo sobre uma transição democrática, com o respaldo dos Estados Unidos, segundo anúncio do Departamento de Estado. A reunião ocorreu após a chegada de Dinorah Figuera ao país, em missão de negociação.
A ex-deputada opositora Dinorah Figuera afirmou ter retornado ao país após oito anos no exílio para discutir a criação de uma autoridade eleitoral considerada “crível”. A informação foi confirmada por fontes oficiais venezuelanas e norte-americanas.
Poucas horas depois da chegada, Jorge Rodríguez — presidente do Parlamento — recebeu Figuera para a primeira reunião, descrita pela Assembleia Nacional como realizada na condição de representante de parlamentares do período 2015-2020.
O Departamento de Estado dos EUA apoiou o encontro, descrevendo-o como oportunidade para debater uma agenda de diálogo sobre uma transição democrática. O objetivo é avançar um roteiro político comum.
Participantes e papéis
Figuera anunciou que não representa María Corina Machado, líder opositora que lançou recentemente um “manifesto do Panamá” sobre a transição. Machado e seus aliados defendem a vitória de Edmundo González Urrutia em 2024.
A oposição que integra o bloco de Machado disputou a vitória de Nicolás Maduro, que se proclamou reeleito em meio a denúncias de fraude. Maduro permanece sob pressão internacional e interna.
Contexto e desdobramentos
A notícia surge quase seis meses após a captura de Maduro em uma intervenção militar associada aos Estados Unidos, evento que intensificou o cenário de transição político-institucional. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina em janeiro e governa sob influência externa.
Em 2023, Figuera já havia assumido a presidência de uma comissão parlamentar simbólica, formada por deputados opositores do período 2016-2020, que foram marginalizados pelo governo.
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