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Ministro israelense diz que todo o Líbano deveria queimar

Declaração de Itamar Ben Gvir após ataque do Hezbollah aumenta tensão entre Israel e Líbano e eleva risco de retaliação

O Ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir
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  • Um explosivo do Hezbollah matou quatro soldados israelenses em território libanês, na madrugada desta sexta-feira.
  • O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, disse que “todo o Líbano deveria arder” e que o sangue dos filhos de Israel não está em jogo.
  • O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu greves punitivas no Líbano, dizendo que é hora de “falar com fogo” e “abrir os portões do inferno”.
  • As forças israelenses ocupam grande parte do sul do Líbano, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou claro que não pretende se retirar.
  • O Irã exigiu garantias de que as hostilidades no Líbano terminarão antes de retomar negociações com os Estados Unidos na Suíça; mediadores trabalham para resolver o impasse, com as negociações temporariamente suspensas.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, associou a tragédia ocorrida no Líbano a uma resposta severa, após um explosivo do Hezbollah tirar a vida de quatro soldados israelenses no território libanês na madrugada desta sexta-feira. A declaração enfatiza a percepção de que o sangue dos israelenses não pode ficar sem resposta, segundo relatos da imprensa.

Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, também pediu ações firmes contra o Líbano, sugerindo medidas duras em retaliação à escalada. A chamada por decisões mais enérgicas ocorreu em meio a um contexto de tensão na região, com autoridades israelenses mantendo a ocupação de parte do sul do Líbano e o premiê Benjamin Netanyahu reiterando que não há planos de retirada.

O incidente acontece em um momento em que ministros de direita israelenses defendem ações militares mais contundentes na região. O governo israelense tem enfrentado pressões para aumentar a pressão contra grupos armados aliados ao Irã, incluindo o Hezbollah, enquanto o acordo nuclear com o Irã permanece em pauta internacional.

O Irã, por sua vez, pediu garantias de que hostilidades no Líbano cessem antes de retomar negociações com os Estados Unidos na Suíça. Segundo uma fonte ligada aos diplomatas, mediadores tentaram manter as negociações, que ficaram temporariamente suspensas por conta dos ataques israelenses.

Nos Estados Unidos, o vice-presidente JD Vance criticou duramente membros do gabinete de Netanyahu que se posicionaram contrários ao acordo com o Irã, destacando o apoio bilateral dos EUA a Israel com foco na segurança regional. O governo americano mantém a relação de cooperação, ao mesmo tempo em que avalia o cenário de tensão na região.

A situação no Líbano segue sob observação internacional, com a expectativa de novas informações sobre a resposta de Israel à agressão e sobre eventuais desdobramentos nas negociações entre EUA, Irã e mediadores. Não houve confirmação de alterações formais no apoio externo ou em planos de ação imediata.

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