- Trump disse que a primeira-ministra Giorgia Meloni “implorou” por uma foto na cúpula do G7, na França, o que Meloni rejeitou como totalmente inventado.
- Meloni respondeu, dizendo que Italia e ela nunca imploraram e classificando as afirmações como inaceitáveis.
- Em Bruxelas, Meloni afirmou que a relação com Trump permanece inalterada, apesar das divergências entre ambos.
- Após a resposta de Meloni, o ministro de Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, cancelou uma visita aos EUA, citando palavras ofensivas de Trump.
- As tensões entre os dois começou no início do ano, após a Itália negar uso de base militar italiana para operações no Irã, agravando o atrito entre ambos.
Donald Trump afirmou que a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni teria implorado por uma foto conjunta na cúpula do G7, realizada nesta semana na França. Meloni negou categoricamente a versão, classificando-a como totalmente inventada. O encontro em Évian marcou o primeiro entre eles desde o início de suas disputas políticas.
Segundo relatos, a troca de mensagens entre os dois indicou que a relação entre os dois líderes não foi reatada no encontro de chefes de Estado. Trump mencionou à imprensa italiana que esperava ter falado com Meloni, mas que ela pediu uma foto e, segundo ele, ficou desapontada ao não a ter recebido.
Meloni respondeu rapidamente durante uma sessão de trabalho da União Europeia em Bruxelas, afirmando que a Itália não implora por fotos nem por nada similar. Ela classificou as alegações como absurdas e mostrou perplexidade com o comportamento do presidente dos EUA diante de aliados.
Reação italiana e desdobramentos diplomáticos
Logo após a resposta de Meloni, o chanceler Antonio Tajani anunciou o cancelamento de uma futura viagem aos EUA, citando as palavras consideradas ofensivas por Trump. A decisão foi comunicada por meio de uma postagem na rede social X.
Ao longo dos anos, Trump protagonizou ataques verbais contra diversos líderes do G7, incluindo figuras de Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e até a então chanceler Angela Merkel, segundo apuração de agências. As recentes declarações contribuíram para uma deterioração perceptível nas relações entre Washington e Roma.
As tensões entre Itália e Estados Unidos remontam ao início deste ano, quando Roma informou não autorizar o uso de uma base italiana na Sicília para operações relacionadas ao Irã. Meloni também criticou, posteriormente, ataques de Trump ao Papa, considerados por ela inaceitáveis.
Contexto diplomático recente
Meloni manteve a estratégia de manter a linha oficial de que a Itália não se envolve em conflitos de forma direta, ainda que reconheça o desafio de navegar entre interesses europeus e americanos. Em Évian, a premiê afirmou que o acordo com o Irã poderia abrir espaço para um novo desenho de paz no Oriente Médio.
O tono das declarações na cúpula do G7 e as respostas de Meloni mostram um momento de tensão que não impede, a médio prazo, a cooperação entre Itália e Estados Unidos em áreas de interesse comum. O episódio evidencia ainda as delicadas negociações entre aliados em temas sensíveis.
Entre na conversa da comunidade