- Zelensky aceitou a proposta de Lula para ajudar na busca por um acordo de paz na guerra Rússia-Ucrânia.
- O encontro ocorreu à margem da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na quarta-feira.
- Lula apresentou ideias, incluindo contatos com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para reativar a diplomacia.
- A mediação liderada pelos Estados Unidos perdeu força; Zelensky pediu que Washington retome os esforços e organize uma reunião com Putin, que permanece recusada pelo líder russo.
- Lula afirmou que já conversou com os cinco membros permanentes e que seguirá mantendo contatos para avançar as tratativas.
Zelensky aceitou a proposta de Lula para atuar em favor de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, segundo assessor da Presidência ucraniana. A revelação foi feita nesta sexta-feira.
Os dois se encontraram à margem da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na quarta-feira. Na reunião, Lula apresentou ideias para reativar a diplomacia, incluindo contatos com membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Dmytro Lytvyn, assessor de comunicação da Presidência da Ucrânia, disse que Zelensky e Lula concordaram em buscar resultados por meio dessas ideias e contatos, avaliando os próximos passos conforme os avanços obtidos.
Detalhes da iniciativa
A conversa destacou a participação dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, além dos Estados Unidos, França e Reino Unido, como pilares do apoio diplomático à Ucrânia.
A mediação, apoiada pelos EUA no início deste ano, perdeu força diante da exigência russa de novas concessões territoriais, condição que Kiev não aceita. A Ucrânia busca retomar o impulso diplomático.
Lula informou ter conversado com lideranças dos cinco membros permanentes e afirmou que continuará esse diálogo para avançar as iniciativas de paz. Zelensky, por sua vez, pediu que aliados intensifiquem a pressão sobre a Rússia.
A reportagem aponta que Kiev tem pressionado para retomar negociações sob mediação internacional, diante do esfriamento das negociações mediadas pelos EUA por tensões regionais. A avaliação é de assessores ucranianos.
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