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Uribe é alvo de nova investigação por suposta relação com paramilitares

Nova investigação envolve o ex-presidente Álvaro Uribe por possível participação na formação de milícias e dois massacres em Antioquia nos anos noventa

O ex-presidente da Colômbia (2002-2010), Álvaro Uribe Foto: Jaime Saldarriaga / AFP
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  • A Procuradoria-Geral da Colômbia abriu investigação contra o ex-presidente Álvaro Uribe para apurar suposta participação na formação de milícias paramilitares em Antioquia e em dois massacres na década de noventa, La Granja (1996) e El Aro (1997).
  • A apuração envolve possível facilitação ou promoção da estrutura armada, com base na fazenda Guacharacas, que era propriedade da família Uribe Vélez na época.
  • Também há questionamentos sobre o assassinato do defensor de direitos humanos Jesús María Valle Jaramillo, em 1998, que denunciou abusos de paramilitares na região.
  • Uribe criticou a abertura da investigação em publicação no X; o presidente Gustavo Petro disse que ele está “a ponto de cair em algo que o senhor mesmo não gostaria”.
  • O caso se soma a outras pendências judiciais, como a condenação de 2025 a 12 anos de prisão por suborno de testemunhas e fraude processual (posteriormente anulada e remetida à Suprema Corte); o irmão dele, Santiago Uribe, foi condenado a 28 anos por liderar o grupo paramilitar Os 12 Apóstolos.

A Procuradoria-Geral da Colômbia abriu uma investigação contra o ex-presidente Álvaro Uribe. O objetivo é apurar possível participação na formação de grupos paramilitares e em dois massacres ocorridos na década de 1990, em Antioquia, onde ele já foi governador. Uribe deverá prestar depoimento.

Segundo o órgão, o processo envolve a existência de uma milícia ligada à região de Antioquia e duas ações violentas atribuídas a esse grupo, os massacres de La Granja (1996) e El Aro (1997). As vítimas incluem civis e houve relatos de deslocamentos forçados.

A investigação aponta indícios de associação criminosa agravada e homicídio de pessoa protegida. A denúncia sustenta que Uribe teria facilitado a atuação da estrutura armada, que teria tido Guacharacas, fazenda da família Uribe Vélez, como base.

O caso também envolve o assassinato em 1998 do defensor dos direitos humanos Jesús María Valle Jaramillo, que denunciou lentidão do governo de Antioquia diante dos ataques paramilitares. Uribe havia criticado publicamente a abertura da apuração.

Reação e próximos passos

Uribe comentou a abertura da investigação em X, afirmando enfrentar um suplício próximo às eleições. A defesa do ex-presidente ainda não confirmou datas de depoimento.

O presidente Gustavo Petro respondeu, sem detalhar o processo, que Uribe corre risco de envolvimento em algo que ele mesmo não gostaria. O confronto público entre as partes ocorreu na rede social.

Contexto recente

Em agosto de 2025, Uribe foi condenado a 12 anos de prisão em regime domiciliar por suborno de testemunhas e fraude processual, casos ligados a suposta influência sobre depoimentos de ex-paramilitares. A sentença foi anulada pela Justiça e remetida à Suprema Corte.

Também há desdobramentos familiares: o irmão de Uribe, Santiago Uribe, foi condenado pela Suprema Corte a 28 anos de prisão por liderar o grupo paramilitar Os 12 Apóstolos. AFP compõe o material.

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