- a Polônia retirou de Volodymyr Zelensky o Ordem da Águia Branca, a maior condecoração do país, por naming de uma unidade militar após a Insurgência Ucraniana (UPA).
- o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, classificou a decisão como erro estratégico e desrespeitosa.
- a Polônia acusa a UPA de genocídio de poloneses em Volínia entre 1943 e 1945; na Ucrânia, a UPA é lembrada como símbolo de resistência.
- o presidente polonês Karol Nawrocki afirmou que a medida não afeta o apoio de Varsóvia a Kyiv contra a Rússia e ressaltou a importância de enfrentar a história para a integração europeia.
- Zelensky recebeu a Ordem em 2023, de Andrzej Duda; Sybiha anunciou que devolveria o prêmio recebido pela Ucrânia em 2022.
A Ucrânia teve Volodymyr Zelensky despojado da mais alta condecoração polonesa, a Ordem do Águia Branca, por decisão de Varsóvia sobre a nomeação de uma unidade militar após combatentes polêmicos da Segunda Guerra Mundial. A retirada ocorre após a nomeação ter provocado controvérsia entre Polônia e Ucrânia.
A decisão foi anunciada após críticas de autoridades polonesas e do governo de Andrzej Duda, que em 2023 conferiu a homenagem ao presidente ucraniano. A concessão original ocorreu quando Zelensky recebeu a Ordem do Águia Branca em 2023.
Contexto histórico e justificativas
A escolha de nomear a unidade UPA, antiga Federação de Armadas de Resistência Ucraniana, gerou choque em Polônia, que acusa a UPA de crimes contra civis poloneses em Volínia durante 1943-45. Em Kiev, a homenagem era vista como reconhecimento à resistência ucraniana.
Polônia sustenta que, para a maioria de sua sociedade, a UPA está associada a responsáveis por genocídio contra poloneses. O presidente polonês afirmou que a glorificação da UPA fere a memória histórica e a confiança entre os países.
Reação oficial e implicações
O chanceler ucraniano anunciou que o país considera a medida um erro estratégico e desrespeito. Em resposta, o governo de Kiev informou que devolverá a condecoração recebida em 2022.
O presidente polonês destacou que a Polônia acolheu centenas de milhares de refugiados ucranianos desde a invasão russa de 2022, ressaltando a importância da cooperação e de enfrentar capítulos difíceis da história. A relação bilateral permanece sob escrutínio.
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