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Cientistas encontram forma inesperada de destruir produtos químicos persistentes

Cientistas descobrem que luz ultravioleta de ondas curtas pode destruir PFAS sem reagentes, usando radicais de hidrogênio para romper a cadeia fluorada

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  • Cientistas da Universidade de Aarhus descobriram que luz ultravioleta de ondas curtas (menos de 300 nanômetros) pode destruir PFAS na água, via radicais de hidrogênio.
  • O processo corta a camada fluorada dos PFAS, fragmentando os poluentes em pedaços menores e inofensivos.
  • A descoberta contraria a ideia de que o oxigênio seria o principal agente de decomposição, mostrando que os radicais de hidrogênio são os protagonistas.
  • Os resultados foram publicados no periódico Environmental Science & Technology, da American Chemical Society.
  • A tecnologia ainda está em laboratório, mas promete purificar água sem reagentes químicos adicionais, com potencial uso em redes de tratamento no futuro.

Cientistas revelaram uma forma de destruir PFAS, chamados de produtos químicos eternos, usando apenas luz ultravioleta. Pesquisadores da Universidade de Aarhus mostraram que a radiação UV de ondas curtas, abaixo de 300 nanômetros, rompe a barreira fluorada desses poluentes na água.

A técnica funciona quando a luz altamente energética reage com a água, gerando radicais de hidrogênio. Essas partículas reativas quebram a estrutura dos PFAS, desfacelando a molécula de fluor e promovendo a degradação irreversível.

Na prática, os PFAS são retratados como blocos de montar grudados por uma cola forte. A luz UV atua como pinças que capturam os átomos de flúor, removendo-os peça a peça e levando à desestruturação completa.

Essa abordagem representa uma mudança de posição na química ambiental. Antes, o oxigênio era considerado o principal agente na degradação de PFAS; agora, os radicais de hidrogênio assumem o papel central.

Os resultados foram publicados no periódico Environmental Science & Technology, com detalhamentos sobre reações fotolíticas e quebra de flúor. A pesquisa é apoiada pelo estudo da American Chemical Society.

A descoberta tem implicações para o tratamento de água e solo contaminados. Técnicas tradicionais costumam apenas transferir PFAS entre fases ou entre filtros, sem eliminar o poluente.

Ao ampliar o uso de luz ultravioleta, redes de tratamento poderiam destruir PFAS dentro da coluna d’água, reduzindo o acúmulo no ambiente. Em uso amplo, a água potável ficaria menos exposta a esses resíduos persistentes.

Embora os testes ocorram em laboratório e ainda sejam lentos, a continuidade dos experimentos mira acelerar a reação. O objetivo é viabilizar usinas de purificação eficientes, com aplicação prática em larga escala.

O progresso traz otimismo, mas os pesquisadores alertam para a necessidade de validação em ambientes reais. A meta é eliminar PFAS sem introduzir novos reagentes no ecossistema.

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