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Ataques israelenses matam 16 no Líbano após trégua; EUA-Irã incertos

Após a trégua, ataques israelenses matam ao menos 16 no Líbano; negociações entre EUA e Irã seguem incertas, elevando o risco de nova escalada

Familiares das vítimas de um ataque israelense em Barish reagem em frente ao Hospital Jabal Amel em Tiro, Líbano , em 20 de junho de 2026
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  • Ataques israelenses ceifaram pelo menos 16 vidas no Líbano neste sábado, horas após a entrada em vigor de uma trégua.
  • Israel diz ter reagido a ataques do Hezbollah; o grupo apoiado pelo Irã afirma que não permitirá que Israel avance no Líbano.
  • Hezbollah disse que, mesmo em cessar-fogo, enfrentará qualquer tentativa de ocupação de território libanês por parte de Israel.
  • Israel afirma seguir comprometido com o cessar-fogo, mas continuará atuando contra ameaças, mantendo tropas em cerca de 5% do território libanês.
  • O acordo interino entre Estados Unidos e Irã prevê 60 dias de negociações para resolver o programa nuclear e outras questões, mas ainda não há data definida para o início.

O Líbano registrou ao menos 16 mortos neste sábado, após ataques israelenses que ocorreram horas depois da entrada em vigor de uma trégua. As ações foram justificadas por Israel como resposta a ataques do Hezbollah, que afirmou defender o território libanês, mesmo estando ligado ao cessar-fogo acordado entreWashington e Teerã.

O Hezbollah afirmou manter o compromisso com o cessar-fogo, mas avisou que não permitirá tentativas de tomada de território por parte de Israel. Em resposta, o exército de Israel informou ter sido alvo de mais de 50 projéteis vindos do sul do Líbano durante a noite e manteve a intenção de agir contra ameaças, mesmo sob o acordo.

A ação militar intensificou-se após o início da trégua, cuja prioridade é abrir caminho para negociações entre Estados Unidos e Irã. O objetivo é um acordo duradouro para questões como o programa nuclear iraniano e a estabilização da região, com foco ainda no fluxo de petróleo mundial.

Dos fatos no terreno

A ofensiva em Barish, na região de Tiro, foi um dos ataques mais letais, ceifando a vida de um pai, uma mãe e dois filhos, segundo autoridades locais. Também houve registro de morte de um soldado libanês em um ataque entre Kfarrumman e Nabatieh. O Líbano informou ainda ações em outras frentes no sul e no Vale do Bekaa.

O Ministério da Saúde do Líbano apontou um total de mortes desde 2 de março que inclui profissionais de saúde e civis. Líderes israelenses reiteraram que a presença de tropas no Líbano visa eliminar ameaças e desmantelar infraestrutura do Hezbollah, não prejudicar civis.

A agência libanesa NNA citou ataques aéreos israelenses durante o sábado em áreas estratégicamente próximas ao Hezbollah, elevando o temor de novas escaladas, conforme relatos de testemunhas na região.

Perspectivas de negociação entre Irã e EUA

Mesmo com os ataques, a avaliação sobre o início de negociações substanciais entre EUA e Irã permanece incerta. O acordo interino exige que as partes e seus aliados interrompam operações militares, inclusive no Líbano, para viabilizar um diálogo de 60 dias.

Autoridades paquistanesas e representantes iranianos sinalizaram avanços diplomáticos em Teerã, enquanto Washington não confirmou detalhes sobre encontros de alto nível. Questões como desfechos de sanções e liberação de ativos permanecem em discussão, sem data definida para retomar as negociações.

O panorama internacional envolve ainda a mediação de países como Suíça e Catar, com apoio de atores regionais que promovem encontros diplomáticos. O objetivo é reduzir tensões e estabilizar o abastecimento de energia global, diante de uma guerra regional que já elevou preços e incertezas.

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