- A cantora Parastoo Ahmadi, 29, foi condenada a 74 chibatadas pelo Irã por cantar sem hijab durante uma apresentação em 2024, conforme a Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights in Iran.
- Além das chibatadas, ela e membros da equipe receberam a proibição de realizar atividades artísticas e de deixar o país por dois anos.
- O caso ganhou repercussão mundial porque o show, chamado Concerto Caravanserai, foi transmitido ao vivo no YouTube e viralizou.
- No espetáculo, Parastoo cantou sem véu obrigatório e interpretou músicas tradicionais e patrióticas, incluindo Az Khoon-e Javanan-e Vatan.
- A condenação, anunciada em 2026, provocou críticas de organizações internacionais de direitos humanos; ela foi detida brevemente na época.
Parastoo Ahmadi, cantora iraniana de 29 anos, foi condenada a 74 chibatadas por ter cantado sem hijab durante uma apresentação em 2024. A pena foi determinada por um tribunal do Irã, segundo a Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights in Iran.
Além das punições físicas, ela e membros da equipe recebem proibições de atuar artisticamente e de deixar o país por dois anos. A decisão também envolve medidas administrativas contra os envolvidos no show.
O caso ganhou repercussão global porque o concerto, transmitido ao vivo no YouTube, viralizou. O espetáculo, intitulado Concerto Caravanserai, contou com canto sem véu obrigatório e músicas patrióticas iranianas, como Az Khoon-e Javanan-e Vatan.
Parastoo Ahmadi nasceu em Nowshahr, em 1997. Formou-se em direção de cinema pela Universidade Sooreh, em Teerã, e atua como cantora, compositora, cineasta e artista independente.
Atenção internacional se voltou para o episódio após a divulgação do vídeo. A condenação, anunciada em 2026, gerou críticas de organizações de direitos humanos e de estudiosos de cultura iraniana.
Quem é Parastoo Ahmadi?
A artista ganhou notoriedade desde os protestos de 2022, ligados à morte de Mahsa Amini. Ela passou a interpretar canções associadas ao movimento e a ser vista como voz de reivindicação por liberdade feminina.
O vídeo que motivou a ação judicial teve milhões de visualizações no YouTube, o que, segundo autoridades, violou normas que regulam a expressão pública. Detenção breve na época também é citada pela imprensa.
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