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Colômbia volta às urnas em disputa entre esquerda e empresário pró-Trump

Colômbia volta às urnas em segundo turno entre ultradireitista De la Espriella e Cepeda, choque entre segurança dura e paz, com impacto nas relações com os EUA

Os rivais do segundo turno: Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda
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  • Segundo turno na Colômbia ocorre neste domingo, 21 de junho, entre Abelardo de la Espriella, ultradireitista novato, e Iván Cepeda, senador de esquerda apoiado pelo presidente Gustavo Petro.
  • Aproximadamente 41 milhões de eleitores devem participar, com o resultado podendo influenciar o processo de paz e as relações com os Estados Unidos.
  • No primeiro turno, De la Espriella teve 43,7% dos votos, contra 40,9% de Cepeda.
  • Temas centrais: De la Espriella defende ordem pública mais dura e políticas voltadas a petróleo e gás; Cepeda defende reformas sociais, paz total e desenvolvimento econômico com foco em menos desigualdade.
  • A campanha foi marcada por ataques, atentados e o assassinato de um candidato, o que reforça a percepção de polarização e de risco para a segurança pública.

Abelardo de la Espriella liderou o primeiro turno da eleição presidencial colombiana em 2026, com 43,7% dos votos, e disputa a segunda rodada contra Iván Cepeda, senador de esquerda apoiado pelo presidente Gustavo Petro. A votação define rumos do país para o próximo mandato.

Cepeda ficou em segundo lugar, com 40,9% dos votos, representando a ala progressista apoiada por Petro. A disputa ocorre em meio a ataques e violência política, bem como a debates sobre o futuro da política de segurança e da economia colombiana.

A eleição volta às urnas neste domingo, 21 de junho, com participação estimada de até 41 milhões de eleitores. O resultado pode influenciar o diálogo com grupos armados e as relações da Colômbia com os Estados Unidos.

Contexto e cenário político

Os rivais apresentam propostas distintas para enfrentar o narcotráfico, a violência e a economia. De la Espriella defende uma política de segurança dura, com apoio norte-americano para ações contra redes de drogas. Cepeda privilegia negociação, paz total e desenvolvimento econômico inclusivo.

A campanha transcorreu com episódios de violência, incluindo atentados na região sul e ataques com drones, além do assassinato de um candidato em Bogotá. O pleito também aparece como um referendo sobre o governo de esquerda de Petro.

Perfis dos candidatos

De la Espriella é um advogado de 47 anos, outsider na política, líder do movimento Defensores da Pátria. O candidato busca reduzir gastos públicos, ampliar a exploração de petróleo e promover o gás natural, inclusive com fracking.

Cepeda, de 63 anos, atua no Pacto Histórico e tem atuação destacada na defesa de direitos humanos e no processo de paz. Sua vice é a senadora indígena Aída Quilcué, com foco em reformas sociais e proteção a comunidades afetadas pela violência.

Contexto internacional e econômico

O pleito tem leitura de impacto externo, com o governo dos EUA observando o desdobramento e relações bilaterais já tensas entre Washington e Petro. Economicamente, o vencedor herdará dívida pública elevada e investimentos estrangeiros sensíveis à direção econômica.

De la Espriella promete retomar a atividade de petróleo e reduzir o tamanho do Estado, buscando maior eficiência. Cepeda defende um papel estratégico do Estado para promover desenvolvimento, diversificar a economia e reduzir desigualdades.

Perspectivas para a geopolítica regional

Analistas indicam que a eleição pode sinalizar um giro político na região, seguindo tendências observadas em outros países da América Latina. Os impactos sobre políticas de segurança, cooperação internacional e estratégias de combate ao crime serão avaliados após o pleito.

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