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Eleição na Colômbia foca segurança após expansão de grupos armados

Eleição na Colômbia sustenta debate sobre segurança: ofensiva militar versus continuidade das negociações de paz diante da expansão de grupos armados

Soldados do Exército da Colômbia
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  • A eleição na Colômbia coloca frente a frente Abelardo De La Espriella, que propõe ofensiva militar mais intensa e encerramento das negociações de paz, e Ivan Cepeda, que defende continuidade das negociações.
  • Analistas apontam que o desafio é recuperar o controle territorial dos grupos armados e reduzir a violência, com foco em segurança.
  • Dados apontam aumento dos grupos armados de 13 mil para 25 mil entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, com atuação em áreas rurais estratégicas para drogas e mineração ilegal.
  • Um quarto dos municípios do país tem presença ou atividade de grupos armados, segundo relatório da ouvidoria.
  • A discussão envolve também fortalecimento das Forças Armadas, inteligência e propostas de substituição de culturas, além de medidas de paz em andamento.

O próximo presidente da Colômbia enfrentará a expansão de grupos armados ilegais e a necessidade de controlar território, reduzir a violência e manter a segurança do país. A eleição ocorre em meio a seis décadas de conflito e mais de 450 mil mortos. Dois candidatos estão na disputa pelo segundo turno: Abelardo De La Espriella, de direita, e Ivan Cepeda, de esquerda.

De La Espriella promete uma ofensiva militar mais firme contra grupos armados, narcotráfico e crime organizado, além de encerrar negociações de paz que não apresentaram resultados claros sob o governo atual. Cepeda defende a continuidade das negociações e a aprovação de um projeto que ofereça benefícios legais a gangues em troca do desmantelamento de suas estruturas.

A disputa ocorre em um momento em que analistas apontam aumento da violência e expansão de facções armadas principalmente em áreas rurais. O país viu queda de homicídios e roubos nas grandes cidades, mas houve aumento da extorsão e de atividades criminosas em zonas rurais.

Segundo relatório citado por agências, o número de integrantes de grupos armados quase dobrou entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, de cerca de 13 mil para 25 mil. Entre as facções estão o Clã do Golfo, dissidências das antigas Farc e o ELN, com atuação concentrada em áreas ligadas ao tráfico de drogas e à mineração ilegal.

Fontes de segurança indicam que houve remodelação no alto comando, com afastamento de mais de 70 generais do Exército e da Polícia durante a gestão de Petro. A Casa Militar afirma que isso pode ter impactado a capacidade operacional das forças.

Perspectivas de comando, estratégia e paz

Especialistas ressaltam que qualquer governo precisará combinar estratégia de segurança robusta com propostas de diálogo. A restauração da mobilidade e da capacidade de resposta das Forças Armadas também é citada como necessária para enfrentar a carência de peças e de aeronaves.

A defesa civil, a inteligência e o combate à mineração ilegal aparecem como componentes centrais de uma estratégia abrangente. Embora haja avaliação positiva sobre avanços em repressão a crimes, o diagnóstico aponta que a violência segue como desafio estratégico para o país.

O governo também tem sido citado como responsável por ataques a maquinarias de mineração ilegal e pela apreensão de cocaína em volumes expressivos, segundo fontes oficiais. Pesquisadores destacam que é preciso avançar em reformas sociais rurais previstas pelo acordo de paz de 2016.

Não há conclusões anunciadas neste momento. As eleições mantêm o foco na segurança, na continuidade de negociações ou em mudanças de rumo para lidar com a expansão de grupos armados e a volatilidade da violência no país.

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