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Influenciadora morre após parto domiciliar sem assistência na Austrália

Inquérito na Austrália conclui que hemorragia pós-parto, agravada por parto livre sem assistência, poderia ter sido contida com atendimento médico imediato

Stacey Warnecke com seu marido, Nathan Warnecke.
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  • A influenciadora australiana Stacey Warnecke, de 30 anos, morreu em setembro de 2025 após parto domiciliar sem acompanhamento médico, na Austrália.
  • O inquérito indica que a hemorragia pós-parto poderia ter sido tratada se houve atendimento hospitalar imediato. Ela permaneceu sangrando por mais de uma hora antes de acionar os serviços de emergência.
  • O parto foi no formato conhecido como “parto livre”, sem médicos ou parteiras qualificadas presentes; a assistente de parto Emily Lal atuou sem monitoramento clínico.
  • Os paramédicos só foram chamados às 4h13, e, ao chegarem, Stacey já estava quase inconsciente em estado de choque hemorrágico; ela foi levada ao Hospital Frankston, em Melbourne, e não resistiu.
  • Emily Lal afirmou que não cabia a ela monitorar perdas sanguíneas; o inquérito também aponta que Stacey desconfiava do sistema de saúde e citou motivos como críticas à vacinação contra a Covid-19 e desejo de minimizar exposição a químicos.

Stacey Warnecke, influenciadora australiana de 30 anos, morreu em setembro de 2025 após parto domiciliar sem acompanhamento médico. O inquérito judicial apura que a hemorragia pós-parto foi a causa da morte e que intervenção hospitalar imediata poderia ter salvado a vida.

A investigação aponta que a jovem permaneceu sangrando por mais de uma hora antes de acionar os serviços de emergência. Durante o período, apresentou dificuldades respiratórias e pediu ajuda, mas o atendimento só foi solicitado às 4h13.

O parto ocorreu em casa sob a orientação de uma assistente de parto não médica, Emily Lal, nas redes sociais conhecida como The Authentic Birthkeeper. Lal afirmou que não fazia monitoramento clínico ou avaliação de perdas sanguíneas.

Detalhes do caso

Stacey optou pelo chamado parto livre, sem médicos ou parteiras qualificadas presentes. O inquérito mostra que a decisão foi motivada por desconfiança em relação ao sistema de saúde e a políticas de vacinação, entre outros aspectos.

Após chamar o resgate, as equipes de emergência encontraram a paciente quase inconsciente e em estado de choque. Ela foi levada ao Hospital Frankston, em Melbourne, passou por cirurgias e recebeu múltiplas transfusões, mas não resistiu.

A perícia médico-forense determinou que a morte decorreu de uma hemorragia pós-parto, condição considerada tratável com intervenção rápida. Emily Lal afirmou que não cabe à assistência de parto sem formação monitorar perdas sanguíneas.

O marido, Nathan Warnecke, indicou que a maternidade era o maior sonho de Stacey, alcançado por meio do parto domiciliar. O inquérito não aponta responsáveis específicos, apenas as circunstâncias do parto e das decisões tomadas.

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