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Irã fecha de novo o Estreito de Ormuz, colocando acordo com EUA em risco

Irã fecha novamente o estreito de Ormuz, ameaçando o acordo com os EUA; negociação na Suíça busca cumprir compromissos, em meio à escalada no Líbano

Na imagem, o estreito de Ormuz, que tem sido bloqueado pelo Irã desde o início da guerra em fevereiro
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  • O Irã voltou a fechar o estreito de Ormuz, suspendendo o acordo provisório com os EUA e reativando restrições ao fornecimento global de petróleo e gás natural.
  • O governo iraniano afirma que o fechamento é retaliação à continuidade dos ataques de Israel ao Líbano e avisa que novas medidas podem ser tomadas.
  • Uma equipe de negociadores iranianos viajou para a Suíça, para exigir que os EUA cumpram seus compromissos do pacto provisório.
  • Na escalada do conflito, bombardeios israelenses no sul do Líbano deixaram ao menos 16 mortos neste sábado, incluindo duas crianças.
  • Esforços de mediação buscam um cessar-fogo, mas o Hezbollah condiciona o fim dos ataques à retirada total das tropas de Israel, com nova rodada de negociações em Washington prevista para a próxima semana.

O Irã voltou a fechar o estreito de Ormuz, suspende parcialmente o acordo provisório com os EUA e reativa restrições ao petróleo e gás global. A decisão foi anunciada neste sábado (20.jun.2026) pelo governo iraniano. O bloqueio é apresentado como resposta à suposta má-fé dos Estados Unidos e à violação de compromissos, por não frear a guerra na região.

A comunicação da televisão estatal cita que novas medidas já estão previstas caso as agressões continuem. O governo afirma que a medida visa punir a continuidade dos ataques de Israel ao Líbano e preservar a soberania regional. O estreito de Ormuz é vital para o abastecimento mundial de energia.

Negociações na Suíça

Uma equipe de negociadores iranianos saiu para a Suíça neste sábado, com viagem originalmente marcada para sexta (19.jun.2026). O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que o objetivo é fazer com que os EUA cumpram as obrigações assumidas no acordo provisório.

Segundo Esmail Bagahei, as tratativas para um acordo definitivo dependem do respeito aos compromissos pactuados. Caso contrário, ele alerta que todo o memorando pode ficar em risco. O acordo prevê suspensão de operações no Líbano e respeito à soberania do país, sem assinatura formal de Israel ou do Hezbollah.

Escalada no Líbano

O conflito no Líbano registra alta de violência. Na manhã de sábado, bombardeios israelenses no sul do país deixaram pelo menos 16 mortos, incluindo duas crianças, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa. Sete pessoas ficaram presas sob escombros em Nabatiyeh e áreas vizinhas.

Confrontos de sexta-feira deixaram 47 mortos no Líbano e quatro soldados israelenses, conforme o Ministério da Saúde libanês. O total de vítimas da guerra entre Israel e o Hezbollah já excede 4.000, com ataques em Barish, Arab Salim, Doueir, Kfar Rumman, Qannarit, Sohmor e Shehour.

Nova rodada de negociações com apoio norte-americano está marcada para Washington na próxima semana, em tentativa de interromper as hostilidades. O Hezbollah condiciona o fim dos ataques à retirada completa das tropas israelenses do Líbano, posição apoiada pelo Irã.

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