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Meloni rebate Trump sobre popularidade, dizendo que ser amiga dele não ajudou

Meloni rebate Trump: amizade não ajudou sua popularidade e reforça defesa do interesse nacional da Itália diante da queda de apoio ao presidente dos EUA

Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, voltou a criticar neste sábado, 20, o que classificou como ataques "sem sentido" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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  • Giorgia Meloni rebateu Donald Trump, dizendo que ataques dele são sem sentido e que sua popularidade não depende da relação com ele.
  • Trump publicou que Meloni pediu várias vezes para posar para foto com ele no G7 e criticou a Itália por não autorizar uso de bases militares para a guerra contra o Irã.
  • Meloni afirmou que sua prioridade é defender o interesse nacional da Itália e que o país continua soberano.
  • A reação ocorre em meio à queda da aprovação de Trump, estimada em 35%, com perda de apoio entre eleitores republicanos.
  • O chanceler Antonio Tajani cancelou viagem aos Estados Unidos e aliados criticaram Trump, dizendo que suas atitudes tornaram os EUA impopulares na Europa.

Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, rebateu Donald Trump após ele afirmar, em rede social, que Meloni pediu uma foto com ele durante o G7 por causa da sua baixa popularidade. A nota pública de Meloni ocorreu neste sábado, 20, em meio a novas provocações entre os dois líderes.

Ela classificou os ataques de sem sentido, dizendo que ser amiga de Trump não ajudou e que sua popularidade não depende do presidente. A premiê lembrou que trabalha para defender o interesse nacional e que a Itália continua soberana.

Trump publicou no Truth Social que Meloni pediu fotos durante a reunião do G7 na França, sugerindo baixa popularidade no país. O texto também criticou a negativa italiana em deixar bases militares dos EUA usadas na guerra contra o Irã.

Reação italiana e desdobramentos

Meloni afirmou que não concorda com as acusações e reiterou o compromisso com a soberania italiana, destacando benefícios de cooperação com aliados, mas sem abrir mão de seus interesses. Em resposta, o chanceler Antonio Tajani cancelou viagem aos EUA para encontro com o secretário de Estado.

Giovanbattista Fazzolari, subsecretário do gabinete, criticou o tom de Trump, dizendo que os rompantes prejudicam a imagem dos EUA no continente. O governo italiano enfatizou que as divergências não alteram prioridades nacionais.

Imagens da cúpula do G7, realizadas na França, mostraram Meloni e Trump em diálogo reservado. Trump afirmou que o contato ocorreu apenas para agradar a líder italiana, o que Meloni negou, mantendo o foco em objetivos de política externa.

Contexto e impactos diplomáticos

A disputa acontece em meio a dificuldades para Trump, com custos da guerra no Irã e inflação nos EUA impactando sua popularidade, que estaria em torno de 35%. A queda ocorreu principalmente entre eleitores republicanos, segundo pesquisas recentes.

A relação entre os dois já vinha desgastada desde abril, quando Trump classificou o papa Leão XIV de fraco. Meloni criticou essas palavras, e analistas apontam que o episódio acelerou o afastamento entre eles, com impactos na relação Itália-EUA.

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