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Presidente da Bolívia declara estado de emergência e mobilização militar

Estado de emergência autoriza envio de Forças Armadas para desobstruir bloqueios e restabelecer a ordem, com Congresso avisado em 24 horas e decisão em 72 horas

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, se reúne com líderes da confederação sindical Central Obrera Boliviana (COB), em La Paz, Bolívia, em 17 de junho de 2026, após semanas de protestos e cortes de carreira em todo o país
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  • O presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência para ampliar a mobilização das Forças Armadas na desobstrução de bloqueios e na restauração da ordem.
  • A medida entra em vigor de imediato; o Congresso deve ser notificado em até 24 horas e terá 72 horas para aprová-la ou rejeitá-la.
  • Manifestantes, aliados ao ex-presidente Evo Morales, bloquearam rodovias, prejudicando o abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, incluindo na região de La Paz.
  • A crise começou após a eliminação de subsídios aos combustíveis para reduzir o déficit, com protestos que passaram a exigir aumentos salariais e a renúncia de Paz.
  • Paz afirmou que a crise evoluiu para uma tentativa de desestabilizar a democracia e que o estado de emergência busca devolver a liberdade e manter o fluxo de bens, avisando sobre consequências legais para quem continuar interrompendo as atividades.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência neste sábado (20), permitindo que as Forças Armadas atuem para desobstruir bloqueios e buscar a retomada da ordem. A medida entra em vigor de imediato, mas requer notificação ao Congresso em até 24 horas, com o Legislativo tendo 72 horas para aprovar ou rejeitar.

Grupos de manifestantes, em grande parte setores aliados ao ex-presidente Evo Morales, bloquearam rodovias estratégicas, interrompendo o trânsito de caminhões e comprometendo o abastecimento de alimentos, combustível e medicamentos em várias regiões, incluindo La Paz. O conflito se intensificou após a decisão de eliminar subsídios aos combustíveis, medida anunciada pelo governo para reduzir o déficit fiscal.

Paz afirmou que a crise evoluiu para uma tentativa organizada de desestabilizar a democracia, com o objetivo de proteger cidadãos e manter o fluxo de bens essenciais. O presidente destacou que a resposta visa devolver a liberdade aos bolivianos e advertiu que os responsáveis por novas interrupções enfrentarão consequências legais.

Contexto e desdobramentos

O acordo firmado com a principal central sindical, a COB, na sexta-feira, buscava reduzir tensões antes da declaração de emergência. Entretanto, estradas ligadas ao principal polo produtivo permanecem sob controle de associações rurais pró Morales que não participaram das negociações e continuam protestando, especialmente em Cochabamba.

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