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Tensões aumentam na Bolívia após La Paz declarar estado de emergência

Estado de emergência é declarado para conter bloqueios que, em cinquenta dias, paralisaram a economia e deixaram 14 mortes

Polícia da Bolívia liberou rodovia neste sábado - Foto REUTERS/Claudia Morales
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  • Presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência na Bolívia em meio a protestos que duram 50 dias e deixaram pelo menos 14 mortos.
  • Autoridades começaram a liberar rodovias bloqueadas, após ações de manifestantes, muitos aliados a Evo Morales.
  • Medida autoriza maior destacamento militar para proteger cidadãos e garantir o fluxo de bens essenciais, com riscos de ação legal para quem continuar bloqueando.
  • Congresso apoiou a declaração ao revogar lei que limitava decretos de emergência; governo afirma que a medida busca restaurar a ordem.
  • Ministério da Defesa disse que não há toque de recolher, mas podem haver medidas extraordinárias em regiões sensíveis; minas do país operando normalmente.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou estado de emergência ao longo deste sábado, em meio a protestos que já duram cerca de 50 dias e deixaram pelo menos 14 mortos. A medida visa liberar acúmulo de desbloqueios e assegurar o fluxo de bens essenciais.

Os bloqueios ocorriam em diversas regiões, com forte presença de manifestantes próximos a La Paz e El Alto. Aliados do ex-presidente Evo Morales particpavam de ações que interromperam estradas, prejudicando abastecimento de alimentos, combustível e remédios.

Paz se dirigiu à nação na madrugada e definiu que os protestos não eram apenas sociais, mas uma tentativa de desestabilizar a democracia. Aumentou o destacamento militar para proteger cidadãos e vias de circulação.

Estradas bloqueadas

Grupos de manifestantes e caminhoneiros permaneciam em filas, interrompendo vias importantes. Em El Alto, caminhões e tratores avançaram para desobstruir rodovias, com moradores acompanhando a movimentação.

Elvira de Mamani, 65 anos, afirmou que a comunidade busca solução e aguarda o desfecho das confrontações. Em outros bloqueios, caminhoneiros pediam gasolina enquanto aguardavam remoção de obstáculos.

Pessoas em áreas de migrantes de comunidades camponesas apoiavam as ações com mensagens de resistência, enfatizando direitos de sustento e acesso a alimentos. O cenário permanecia tenso em várias regiões.

Poderes de emergência

O Congresso havia autorizado a declaração após revogar lei que limitava decretos de emergência. A oposição, representada pela Alianza Libre, afirmou que a medida pode intensificar tensões.

Analistas jurídicos alertaram que poderes emergenciais devem contar com apoio público e solução das causas subjacentes dos protestos. O governo sustenta que a medida busca restaurar a ordem e a normalidade.

O governo informou, via Ministério da Defesa, que não há toque de recolher, mas podem ser adotadas medidas extraordinárias em regiões sensíveis. As minas do país continuavam operando normalmente, segundo o Ministério de Mineração.

Paz anunciou a decisão após acordo com a COB, principal sindicato, para reduzir a tensão. Questionamentos persistem sobre a adesão de comunidades ligadas a Morales às negociações. O decreto prevê notificação ao Congresso em até 24 horas.

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