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Ucrânia equipa robôs com armamentos e cria pequenos tanques contra russos

Ucrânia amplia uso de robôs armados, virando 'pequenos tanques' controlados à distância, com operadores a 20 a 50 quilômetros do combate

Ucrânia vem apostando em sistemas não tripulados para reduzir riscos humanos
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  • Ucrânia amplia uso de robôs terrestres equipados com armamentos, transformando‑os em “tanques pequenos” controlados à distância para combater infiltrações russas.
  • A torre “Buria” é a estação de armas remota desenvolvida pela Frontline Robotics, que pode ser fixada em tripé ou adaptada a plataformas, operando lançadores de granadas ou metralhadoras.
  • O sistema funciona como um braço robótico de metal em veículos robóticos, com dois operadores situados a 20, 40 ou 50 quilômetros da zona de combate, que guiam o equipamento por áreas de floresta.
  • A empresa faz atualizações frequentes com base no retorno dos militares, podendo receber até vinte melhorias por mês e mudanças estruturais a cada seis meses.
  • Fabricantes ucranianos em geral apontam vantagem por estarem próximos às necessidades do campo; ataques de infiltração russos vêm impulsionando o uso de sistemas não tripulados para reduzir riscos humanos.

A Ucrânia tem expandido o uso de robôs terrestres equipados com armas para enfrentar grupos de infiltração russos. Segundo a Frontline Robotics, soldados ucranianos atuam com estações de armas em plataformas móveis, transformando máquinas em “tanques pequenos” controlados à distância. A informação foi ratificada ao Business Insider.

A torre Buria, desenvolvida pela empresa, funciona como estação remota que pode ser fixada em tripé ou integrada a diferentes plataformas. Lançadores de granadas e metralhadoras são listados entre os armamentos compatíveis com o sistema. Inicialmente usado em posições fixas, agora o equipamento opera com veículos terrestres não tripulados.

Segundo Mykyta Rozhkov, chefe de desenvolvimento da Frontline Robotics, o braço robótico pode controlar diversos armamentos. Operadores localizados a 20, 40 ou 50 quilômetros da linha de frente conduzem o sistema por áreas de floresta para impedir infiltrações de pequenas unidades russas.

Aplicação e operações

A adaptação rápida levou a ajustes frequentes nos sistemas, com até 20 atualizações mensais e alterações estruturais a cada seis meses, conforme a Frontline Robotics. O objetivo é acompanhar necessidades diretas do campo de batalha, mantendo mobilidade e resposta rápida.

Outras empresas ucranianas seguem dinâmica similar, impulsionada pela proximidade do front. Rozhkov afirmou que fabricantes locais respiram com as demandas do território, o que pode conferir vantagens operacionais no combate. O uso de robôs também se ampliou para missões logísticas e evacuação de feridos.

Os russos têm utilizado pequenas unidades para evitar detecção por drones, avançando por linhas de defesa. Essa estratégia tem contribuído para zonas de maior vigilância ao longo da frente, exigindo novas soluções tecnológicas por parte da Ucrânia.

Além de ataques, robôs já ajudam na evacuação, no transporte de suprimentos e na remoção de minas. Por serem mais baratos e substituíveis, têm sido vistos como opção estratégica frente ao desgaste de veículos blindados. Especialistas destacam que sistemas móveis podem operar onde a infantaria enfrenta limitações extremas.

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