- O ativista colombiano Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido pelo ICE em Phoenix após criticar Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita apoiado por Donald Trump.
- O memorando assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que Coral chegou aos Estados Unidos em 2015 com visto de turista e tem pedido de asilo pendente.
- Rubio sustenta que Coral usou sua presença nos EUA para atuar politicamente a favor do governo Petro e protestar contra o candidato presidencial colombiano, o que, segundo ele, prejudica a política externa dos EUA.
- Segundo o memorando, a permanência de Coral prejudica interesses dos EUA e sinaliza que estrangeiros podem usar plataformas americanas para campanhas de desinformação e litígios contra atores democráticos estrangeiros.
- Coral foi interceptado por agentes do ICE ao retornar para casa com o filho de 12 anos e o cachorro; ele excedeu o prazo de seu visto em cerca de dez anos e permanece sob custódia, aguardando procedimentos de remoção.
Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido pelo ICE em Phoenix, nos EUA, após protestar contra Abelardo de la Espriella, candidato de ultradireita apoiado por Trump. A prisão ocorreu nesta terça-feira, 16, com Coral já vivendo nos EUA desde 2015. O caso integra uma ação iminente de deportação.
Segundo um memorando assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, Coral chegou aos EUA com visto de turista e tem um pedido de asilo pendente. O documento sustenta que ele usou a presença nos EUA para atuar politicamente em apoio ao governo Petro e para protestar contra Espriella durante o período eleitoral colombiano.
Rubio afirma que a permanência de Coral nos EUA prejudica a política externa norte-americana e sinaliza que estrangeiros podem usar plataformas americanas para campanhas desinformativas. O memorando indica que a detenção visa procedimentos de remoção. Coral permanece custodiado pelo ICE.
Coral, natural de Medellín, tem histórico público de atuação política online em defesa do presidente Gustavo Petro. Ele viajou a Miami dias antes da prisão, onde participou de protestos contra Espriella e realizou ações legais iniciadas contra o advogado.
Espriella, naturalizado nos EUA em 2023, é figura central no cenário político colombiano, tendo sido alvo de críticas de Coral. A defesa de Coral aponta que ele apresentou documentos de solicitação de asilo e autorização de trabalho válidos, questionando a legalidade dos procedimentos.
No contexto, ativistas e organizações de direitos humanos veem a ação como escalada de restrição a opositores no exterior. Declarações de especialistas destacam que a medida levanta questões sobre liberdades civis e uso de políticas de imigração para fins políticos.
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