- Cepeda não reconhece derrota e diz que o resultado final será validado após escrutínio e dados consolidados nos próximos dias.
- A contagem preliminar indica vitória de Abelardo de la Espriella; Cepeda afirmou que seus advogados vão impugnar 33 mil mesas de votação.
- Apoiadores de Cepeda se mobilizam em Bogotá, com protestos próximos a centros de votação e receio de confrontos com seguidores de Espriella.
- Cepeda agradeceu aos 12,7 milhões de votos e disse ter ficado próximo de 48% no segundo turno, enquanto Espriella ficou com 49,66%.
- O candidato de esquerda defendeu diálogo, criticou intervencionismo externo e prometeu manter debates sobre ensino público e meio ambiente, citando Allende em referência histórica.
Ivan Cepeda, candidato de esquerda do Pacto Histórico, não reconhece a derrota na eleição presidencial colombiana e afirma aguardar o resultado final. A leitura preliminar aponta vitória de Abelardo de la Espriella, da ultradireita, mas Cepeda frisa que verificações podem alterar o quadro.
Ele afirmou que, mesmo diante de números conflitantes, o processo segue com a apuração final para consolidação dos votos. Cepeda ressaltou o compromisso com a democracia e com o escrutínio, sem indicar o reconhecimento do resultado preliminar.
Contagem final em foco
Cepeda informou que seus advogados solicitarão a impugnação de cerca de 33 mil mesas de votação, conforme as verificações necessárias. O reconhecimento oficial dependerá da divulgação dos dados consolidados pela autoridade eleitoral.
O candidato lembrou que as seções com irregularidades serão contestadas e pediu acompanhamento independente do escrutínio por representantes democratas. Em Bogotá, manifestantes se reuniram em frente a centros de votação e houve protestos em apoio a Espriella.
Cepeda recebeu, durante o discurso, os votos obtidos no segundo turno e destacou o percentual próximo de 48% para si, frente a 49,66% do adversário. A leitura enfatizou o apelo por diálogo e um possível acordo nacional para enfrentar os grandes problemas.
Além de temas internos, Cepeda criticou possíveis intervenções externas na Colômbia. O avanço de Espriella ganhou apoio internacional, com mensagens de apoio recebidas de alguns aliados estrangeiros.
Durante a passagem pelo palco, o tom foi de cautela: o discurso manteve foco na legalidade do processo e na necessidade de transparência na apuração. Em meio ao clamor de apoiadores, a cidade manteve o ritmo de mobilização em diferentes pontos.
Cepeda também apontou questões ambientais, discutidas entre propostas de simplificação de licenças e debates sobre o uso de recursos naturais. O tom foi de defesa de direitos sociais e de políticas públicas para setores vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade