- O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia ocorre neste domingo, 21 de junho, com alta polarização e recrudescimento da violência que coloca a segurança no centro do pleito.
- De um lado está Abelardo de la Espriella, de 47 anos, outsider antissistema, defensor de linha dura contra o crime e apoiador de Donald Trump.
- Do outro lado está Iván Cepeda, de 63 anos, aliado do presidente Gustavo Petro, com apoio de parcelas da população beneficiadas por políticas sociais.
- A eleição é vista como decisiva para manter ou mudar a agenda social e reformista de Petro, com possibilidade de guinada à direita em questões de segurança e economia.
- Na véspera, houve operação militar com a divulgação da morte de Marlon, braço direito de Iván Mordisco, líder dissidente das antigas FARC, o que elevou o peso da segurança na campanha.
Com AFP
O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia ocorre neste domingo, 21 de junho de 2026, em meio a alta polarização e a escalada de violência. O pleito definirá se o país manterá a agenda social atual ou seguirá rumo a uma guinada conservadora. Participação motivada por segurança pública e economia.
Dois candidatos disputam o pleito: Abelardo de la Espriella, 47 anos, empresário e novato na política, que propõe linha dura contra o crime; e Iván Cepeda, 63 anos, senador aliado do presidente Gustavo Petro, defensor de políticas sociais. A votação ocorre no país e no exterior.
Na Espanha, parte importante da diáspora vota em Madri, no pavilhão Casa de Campo, entre outras vías. Quase 308 mil colombianos estão habilitados a votar no país europeu, onde o processo ocorre ao longo de vários dias, facilitando o acesso aos eleitores.
Operação militar antes da eleição
No sábado, 20 de junho, o presidente Gustavo Petro informou a morte de Marlon, braço direito de Iván Mordisco, líder dissidente das antigas FARC. Marlon comandava operações no Cauca e era apontado como responsável por ataques que perseguem civis.
Autoridades descrevem Marlon como um dos terroristas mais procurados do sudoeste colombiano. A operação é tida como um golpe relevante para as estruturas armadas na região. O episódio aumenta a percepção de segurança como tema central da campanha.
A inteligência local aponta envolvimento do grupo em redes de tráfico e em ações de violência que impactam comunidades, além de vínculos com redes internacionais de armamento. O governo classifica o ataque como golpe significativo para a segurança regional.
A divulgação oficial reforça a expectativa de que a questão da segurança pública terá peso decisivo no pleito, com ataques, atentados e ações de grupos armados ao longo da campanha. A cobertura é realizada com base em fontes oficiais e agências internacionais.
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