- Boas-vindas ao segundo turno da eleição presidencial da Colômbia acontece neste domingo, com Abelardo De La Espriella (direita) e Iván Cepeda (esquerda) disputando a presidência.
- A votação funciona das oito da manhã às quatro da tarde, no horário local, em todo o território; mais de quarenta e um milhões de colombianos estão aptos a votar, incluindo no exterior.
- O vencedor assume o cargo no dia sete de agosto de dois mil e vinte e seis, substituindo o atual presidente Gustavo Petro.
- A agenda econômica ficará limitada pela situação fiscal, Congresso dividido e pela recuperação pós‑Covid, com inflação, gasto público e investimento privado entre os principais desafios.
- Grupos armados continuam ativos em áreas rurais, com crescimento de sua atuação e impacto na segurança, o que acrescenta incerteza sobre a continuidade de políticas de paz e violência.
Dois candidatos disputam o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, neste domingo (21). O pleito ocorre diante de preocupações com segurança e economia, e define quem comandará o país até 2026. A chapa vencedora deve tomar posse em 7 de agosto de 2026.
Abelardo De La Espriella, de 47 anos, liderou o primeiro turno com 43,7% dos votos. Advocacia de direita, ele surgiu como independente e é apoiado por blocos como Salvação Nacional e Creemos de Antioquia. O postulante aposta em linha dura e propostas tecnocráticas para a economia.
Iván Cepeda, de 63 anos, é do campo da esquerda e governista. O senador tem 40,9% das intenções de voto no segundo turno em algumas pesquisas. Defende a continuidade da política de paz total, defesa dos direitos humanos e maior redistribuição de renda por meio de reformas fiscais.
Quem está envolvido?
Cepeda constrói a candidatura em torno de continuidade de acordos com grupos considerados ilegais pela oposição, e reforço de proteção a direitos humanos. O programa também prevê ampliar programas sociais, impostos para os mais ricos e ampliação de apoio a idosos, famílias pobres e jovens.
De La Espriella se apresenta como empresário de sucesso e outsider político. A campanha enfatiza medidas econômicas tecnocráticas, críticas ao atual governo e propostas de segurança mais rígidas. Críticas a jornalistas e questões sobre a experiência política acompanham o discurso.
Como funciona a votação?
As urnas abrem às 8h locais e se estendem até as 16h, em todo o território colombiano. Votos no exterior também são contados. Ganha quem obtiver o maior número de votos, independentemente de ultrapassar 50%.
O que está em jogo?
O novo presidente enfrentará dificuldades fiscais crescentes e um Congresso dividido. A recuperação pós-pandemia depende de consumo, salários e gastos públicos, com investimento privado ainda fraco e setor de petróleo estabilizando.
A dívida pública fica em torno de 60% do PIB. Analistas apontam desafios para cumprir a meta de déficit, com poucas receitas e altos gastos. A segurança pública cobre o controle de grupos armados e redução da violência.
Grupos armados aumentaram de tamanho entre 2022 e 2026, ampliando atuação em áreas rurais estratégicas para drogas e mineração. Observadores avisam que, independentemente de quem vencer, podem ocorrer ataques para reforçar poder durante negociações.
Reconhecimento dos resultados
O governo e instituições nacionais confirmam a transparência do processo e a observação internacional. Em meio a acusações de fraude no primeiro turno, autoridades eleitorais asseguraram as garantias para o segundo turno no país e no exterior.
Observadores independentes destacam que a votação ocorreu dentro de parâmetros normais, com verificação de resultados e supervisão de campanhas. O portal de referência informa o acompanhamento internacional para legitimidade do resultado.
Com informações da Reuters.
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