- EUA e Irã iniciaram negociações para encerrar o conflito e buscar um acordo mais amplo em até sessenta dias.
- As conversas correm o risco de serem desviadas pelo conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano.
- Os temas centrais incluem o programa nuclear do Irã, a liberação de sanções e a definição de um fundo de reconstrução de trezentos bilhões de dólares.
- A passagem de navios pelo estreito de Hormuz, passagem estratégica para o petróleo mundial, também deverá entrar na pauta, além de possivelmente discutir o programa de mísseis balísticos do Irã.
- O marco da semana passada permitiu o desbloqueio de bilhões de dólares de ativos iranianos e o levantamento de sanções, com Teerã buscando esse dinheiro; os EUA mantêm condicionantes, e o ex-presidente Donald Trump disse que as sanções seriam suspensas “assim que eles se comportarem.”
O governo dos Estados Unidos e o Irã iniciaram negociações para encerrar de forma permanente o conflito entre as duas nações, de acordo com o anúncio de domingo. O objetivo é chegar a um acordo mais amplo em até 60 dias. O processo negoacial acontece em um momento de tensões regionais elevadas.
As partes concentrarão esforços inicialmente em questões que vão além do programa nuclear iraniano. Entre os temas de interesse estão o alívio de sanções, a definição de um fundo de reconstrução de cerca de 300 bilhões de dólares e a passagem de navios pelo estreito de Hormuz. O teor dos debates pode ainda incluir o programa de mísseis balísticos de Teerã.
Lifting de sanções e desbloqueio de ativos
O marco de cooperação entre EUA e Irã, firmado na semana passada, abriu caminho para o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos e para o alívio de sanções. As negociações devem tratar esse tema de forma, presumivelmente, imediata.
Para o Irã, que enfrenta uma economia abalada por sanções e pela guerra, a prioridade é desbloquear ativos congelados no exterior. O aceno americano ao tema aumenta a margem de negociação para Teerã.
Para os EUA, a possibilidade de conceder alívio financeiro oferece capacidade de pressão e de barganha na mesa de negociações. O governo avalia como condicionais os avanços que podem ocorrer.
Outras pautas em debate
As condições para o acordo também incluem o desenho de um eventual fundo de reconstrução e o ritmo do alívio das sanções. A forma de utilização desses recursos é parte das discussões em curso.
Além disso, o trânsito de cargas e navios pelo Estreito de Hormuz permanece em evidência, dada a importância estratégica para o abastecimento global de petróleo e gás. O tema pode influenciar a percepção internacional sobre a viabilidade do acordo.
Perspectivas e riscos
Os contatos ocorrem num cenário em que o conflito entre Israel e Hezbollah na região pode afetar as tratativas. Operações no terreno e mudanças políticas poderão impactar o ritmo das negociações dentro do prazo de 60 dias.
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