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Irã diz que EUA devem escolher bem as palavras após ameaças de Trump

Irã alerta EUA a escolherem bem as palavras em negociações de paz, após novas ameaças de Trump e memorando que exige abstenção de uso da força

Chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, chega ao Aeroporto de Zurique, em Zurique, Suíça. Imagem ilustrativa.
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  • O Irã pediu aos EUA para escolherem bem as palavras após novas ameaças de ataque feitas por Donald Trump, com Mohammad Bagher Ghalibaf dizendo que as forças armadas estão prontas para responder.
  • As hostilidades ocorreram durante negociações em Suíça para um acordo de paz, mediadas por Catar e Paquistão, em um hotel de luxo nos Alpes.
  • O memorando de entendimento assinado na quarta-feira (17) determina que ambos os lados devem abster-se de ameaçar usar a força.
  • As negociações visam um acordo final em até 60 dias para encerrar o conflito no Médio Oriente, desencadeado por ataques israelenses e norte-americanos ao Irã em 28 de fevereiro, que impactaram a economia global e causaram milhares de mortes.
  • O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, classificou as negociações como históricas, apesar de divergências, especialmente sobre o programa nuclear do Irã.

Os EUA e o Irã seguem em negociações para um acordo de paz, mediadas pelo Catar e Paquistão, na Suíça. O episódio envolve novas ameaças de Donald Trump e uma resposta iraniana em meio ao diálogo diplomático em hotel de luxo nos Alpes. O objetivo é manter o cessar-fogo e evitar confrontos na região.

O Irã pediu aos Estados Unidos que escolham bem as palavras, segundo o chefe da equipe de negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf. Ele informou pela rede X que as forças armadas iranianas estão prontas para responder por vias diferentes, se houver provocação.

Mais cedo, Trump declarou que o Irã deve impedir que seus aliados no Líbano, o Hezbollah, causem problemas. Caso contrário, o país seria alvo de ataques dos EUA com maior intensidade, segundo o relato de suas falas.

Segundo o memorando de entendimento assinado na última quarta, EUA e Irã se comprometem a não ameaçar o uso da força entre si. Os avisos mútuos ocorreram logo no início das negociações entre representantes dos dois países e mediadores.

As conversas representam uma tentativa de chegar a um acordo final em até 60 dias, com objetivo de pôr fim ao conflito no Médio Oriente originado pelos ataques de Israel e EUA contra o Irã em 28 de fevereiro. O impacto inclui impactos econômicos globais e perdas humanas.

Vance, atual vice-presidente dos EUA, participou das negociações na Suíça e descreveu o encontro como histórico, ressaltando a possibilidade de mudar a relação com o povo iraniano. Ainda há divergências, sobretudo sobre o programa nuclear do Irã.

Situação nas negociações

A reunião envolve diplomatas norte-americanos, representantes iranianos e mediadores do Catar e Paquistão. O foco é evitar novas escaladas e avançar para um acordo verificável e duradouro, segundo relatos de participantes. RFI e AFP acompanham o desenrolar.

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