- Abelardo de la Espriella, conhecido como “O Tigre”, venceu a eleição presidencial da Colômbia no segundo turno, apoiado por Donald Trump, e prometeu enfrentar a esquerda, gerar riqueza e aumentar a segurança.
- O candidato é advogado milionário, com passado de defesa de paramilitares e traficantes, que deixou a vida de luxo em Florença, Itália, para governar o país.
- Ele defende ações duras contra máfias, pretende reduzir o tamanho do Estado em quarenta por cento e criar megapresíduos para detentos, além de buscar aliança militar com Estados Unidos e Israel.
- Em comícios, destacou uma imagem de tigre e adotou tom firme, prometendo “reconstruir a República” e atacar a chamada alcatéia de políticos; utiliza roupas elegantes e já foi retratado por inteligência artificial como tigre.
- A trajetória inclui críticas por declarações machistas e homofóbicas, dúvidas sobre a origem de sua fortuna e ligações passadas como advogado; possui nacionalidades americana e colombiana.
Abelardo de la Espriella, conhecido como “O Tigre”, foi eleito presidente da Colômbia em segundo turno, neste domingo, após concorrer com Iván Cepeda. O voto encerra um pleito marcado por críticas à esquerda no poder e pela promessa de mudanças radicais. A vitória ocorreu em meio a uma campanha polarizada, com fortes apoios de setores conservadores.
O eleito é um advogado milionário que se notabilizou pela defesa de figuras controvérsias e de figuras ligadas ao crime organizado. Segundo apuração, ele recebeu apoio de correntes de direita e de apoiadores de Donald Trump. A campanha priorizou nacionalismo, combate à corrupção e endurecimento de políticas de segurança.
Perfil do eleito
De la Espriella, de 47 anos, afirma ter deixado a vida de luxo em Florença, na Itália, para governar a Colômbia. Ele se apresenta como empresário pragmático, defensivo de uma agenda de segurança pública mais rígida e de alinhamento externo com aliados militares dos EUA e de Israel.
O político adota um tom contundente, com discurso antissistema e críticas aos partidos tradicionais. Em comícios, discursou sobre reconstrução da República e combate às máfias, prometendo ações enérgicas contra o crime e a corrupção. Representa-se como figura patriótica.
Controvérsias e propostas
Entre as propostas, o candidato defendeu redução significativa do tamanho do Estado e medidas de endurecimento penal. Também mencionou a criação de megapresídios e colaborações estratégicas com forças estrangeiras para combate a grupos armados. Em momentos da campanha, houve declarações polêmicas que geraram críticas de setores da sociedade.
De la Espriella aparece acompanhado por guarda-costas em eventos públicos, e já expôs planos de governar com mão firme diante de ameaças à ordem. O ganhador do pleito tem dupla cidadania e revelou um estilo de vida ligado a marcas próprias e a interesses comerciais, enquanto busca demonstrar capacidade de gestão.
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