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País europeu sem exército revisa sua defesa nacional

Islândia, sem exército, reavalia sua defesa após Trump, com referendo de adesão à União Europeia em pauta para fortalecer proteção nacional

A base aérea de Keflavik recebe regularmente aeronaves da OTAN, como o caça norueguês F-35 da foto
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  • A Islândia nunca teve exército permanente; a defesa é garantida pela OTAN e pelos EUA, com patrulhas aéreas e a base aérea de Keflavik.
  • O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos despertou dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a OTAN e com a defesa islandesa.
  • Em resposta, o governo convocou referendo para 29 de agosto sobre reabrir as negociações para adesão à União Europeia.
  • O país tem população muito pequena e Terras Altas extensas; 72% da população é contra a criação de forças armadas convencionais, mantendo a guarda costeira como principal instrumento de defesa.
  • A aposta europeia envolve a possibilidade de adesão à UE como forma de garantia de segurança, pesca e estabilidade econômica, apesar de a UE não ser aliança militar.

A Islândia, país insular do Atlântico Norte, não possui exército permanente desde a sua independência, em 1944. Pelos anos, a defesa tem sido garantida pela OTAN e pelos Estados Unidos, com patrulhas aéreas e exercícios conjuntos mantidos no território.

A presença norte-americana e de aliados da OTAN, incluindo caças que atuam a partir de Keflavík, é peça central da segurança islandesa. O governo islandês afirma que não há população suficiente para sustentar forças regulares próprias, diante de uma geografia de terras altas pouco habitadas.

Em 2025, retorno de Donald Trump à presidência dos EUA reacendeu debates sobre a proteção da ilha. Suas declarações sobre a Groenlândia e a OTAN geraram apreensão na Islândia, alimentando a revisão de estratégias de defesa e alianças

Mudança de segurança e próximos passos

O episódio levou Reykjavik a convocar um referendo para 29 de agosto sobre reabrir negociações de adesão à União Europeia, congeladas desde 2013. A decisão propõe avaliar uma integração maior com a UE, inclusive sob aspectos de defesa não militar.

Especialistas apontam que a adesão à UE poderia trazer benefícios de cooperação em segurança, por meio de cláusulas de defesa mútua, ainda que a UE não seja uma aliança militar. O tema é dividido entre eurocéticos e pró-adesão.

A aposta europeia

A adesão é vista por parte da sociedade como forma de reduzir vulnerabilidades e ganhar estabilidade econômica, com possível uso do euro. Obstáculos incluem acordos sobre pesca, entre outros pontos sensíveis à soberania islandesa.

Com população de cerca de 400 mil, a Islândia depende da pesca e de sua guarda costeira para resgates e fronteiras. A incerteza sobre o futuro equilíbrio entre segurança, economia e soberania permanece central no debate nacional.

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