- O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, liderou negociações em um resort suíço para buscar um acordo de paz provisório com o Irã.
- O Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz, citando falha de Washington em conter os combates no Líbano; autoridades americanas contestam, dizendo que 55 navios mercantes atravessaram o estreito no sábado.
- O memorando em negociação prevê 60 dias de conversas para implementação, incluindo contenção do programa nuclear do Irã em troca do levantamento de sanções, com benefícios econômicos iniciais ao país.
- O anúncio de novo fechamento do estreito elevou a incerteza e pode levar a alta nos preços do petróleo; Trump disse ter concordado com o memorando para evitar uma crise global.
- A delegação iraniana é chefiada pelo ministro das Relações Exteriores e a negociação, conforme informado, foca apenas a implementação do memorando, sem tratar as questões substanciais da próxima etapa.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, liderou negociações de paz com o Irã em um resort suíço neste domingo, buscando consolidar um acordo provisório. A reunião ocorreu em meio à notícia de que o Irã havia fechado novamente o Estreito de Ormuz, alegando falha de Washington em conter conflitos no Líbano.
Um memorando assinado há uma semana prevê a reabertura do estreito e a suspensão de hostilidades, inclusive no Líbano, que tem enfrentado ataques desde março. Autoridades iranianas afirmam que, sem cessar-fogo no Líbano, não haverá livre passagem de navios pelo estreito.
Dados de rastreamento de embarcações indicaram que nenhum petróleo atravessou o Estreito desde o anúncio iraniano no sábado, fortalecendo a alegação de fechamento. A agência Tasnim citou uma fonte próxima à equipe de negociação, que também mencionou a suspensão até novas isenções para venda de petróleo iraniano.
A crise no Estreito coincide com a intensificação de tensões regionais, elevando incertezas sobre o impacto econômico global. Países vendedores de petróleo podem enfrentar volatilidade nos preços caso o bloqueio se mantenha.
O memorando em negociação envolve um período de 60 dias de discussões sobre contenção nuclear iraniana em troca do alívio gradual de sanções. Benefícios econômicos iniciais, como isenções e descongelamento de ativos, são parte do acordo em estudo.
Durante as negociações no resort de Bürgenstock, na Suíça, mediadores do Catar e do Paquistão, além dos EUA e Irã, participaram de conversas com a participação de autoridades iranianas e de representantes dos EUA. O encontro foi descrito como inicial, com foco na implementação do memorando.
A delegação dos EUA contou com Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner, acompanhando o chanceler iraniano Abbas Araqchi e outros membros da comitiva. A reunião ocorreu após encontros presenciais anteriores entre as partes, há mais de dois meses.
O Irã afirma que o objetivo é evitar uma crise global de preços do petróleo, caso o Estreito permaneça fechado. O Irã e seus aliados tentam assegurar condições para um cessar-fogo no Líbano antes de avançar para a discussão de questões substantivas.
No Líbano, fontes oficiais reportaram mortes e ferimentos causados por ataques recentes, com operações de desminagem e desarmamento de bombas ainda em andamento. Autoridades destacaram a necessidade de retorno seguro de moradores às áreas afetadas.
Ainda conforme a agenda, o Catar informou que equipes técnicas foram formadas para negociar os termos do acordo final, cobrindo todos os aspectos do memorando. As conversas no resort devem continuar conforme o andamento das câmaras técnicas.
Nenhum dos objetivos estratégicos de guerra ficou consolidado até o momento, segundo várias leituras de analistas. A comunidade internacional observa com cautela os desdobramentos, especialmente quanto ao fluxo de petróleo e à possibilidade de cessar-fogo duradouro.
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