- Parlamento Europeu aprovou a redução das tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos; o acordo foi firmado no ano passado.
- A União Europeia eliminou as tarifas sobre produtos industriais norte‑americanos e priorizou itens agrícolas; os EUA mantêm tarifa de 15% sobre a maioria dos bens europeus.
- Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, avalia como a mudança pode impactar o agronegócio brasileiro, que possui acordos com a União Europeia via o Mercosul‑UE.
- O Brasil tem sido competitivo no mercado europeu, o que pode aumentar a concorrência de produtos norte‑americanos frente aos brasileiros, conforme as condições do acordo.
- O especialista aponta que, além das regras do acordo, o custo de financiamento elevado e o cenário da safra 26/27 são desafios relevantes para o setor.
O Parlamento Europeu aprovou a redução das tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos, anunciada no acordo firmado no ano passado. A União Europeia eliminou as taxas sobre bens industriais norte‑americanos, priorizando também produtores agrícolas, enquanto os EUA mantiveram uma tarifa de 15% sobre a maioria dos bens europeus. A medida acontece em um cenário de negociações comerciais entre as duas regiões, com implicações para o agronegócio brasileiro.
Em entrevista ao Record News Rural, Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, analisou os impactos para o Brasil. O país é líder mundial em várias commodities agropecuárias e mantém acordos com a UE por meio do Mercosul‑UE. A competitividade brasileira ajudou a ampliar participação no mercado europeu nos últimos anos.
Historicamente, a relação UE‑EUA envolve forte comércio de produtos agro, mas o Brasil tem ganhado espaço pela adequação de seus produtos aos critérios europeus. O especialista alerta que a redução de tarifas pode aumentar a concorrência com os Estados Unidos, dependendo das condições futuras. Além disso, aponta que o ponto de partida para a safra 26/27 já enfrenta custos de financiamento elevados, o que torna o cenário desafiador para o agro brasileiro.
Impacto no agronegócio brasileiro
Abertas as condições, o fluxo de importações pode se intensificar nos próximos meses, afetando preços e participação de mercado. A avaliação é de que o Brasil pode ganhar ou perder espaço conforme a competitividade e a adequação regulatória de seus produtos na Europa. A análise considera, ainda, fatores macroeconômicos que influenciam financiamento e custos de produção.
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