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Ativista colombiano que critica Espriella, aliado de Trump, é preso nos EUA

Ativista colombiano é detido pelo ICE em Phoenix após protestar contra Espriella, aliado de Trump, ampliando tensão entre Washington e o governo Petro

imagem colorida ativista colombiano beto coral
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  • O ativista colombiano Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, de quarenta anos, foi detido em Phoenix pela imigração após protestar contra Abelardo de la Espriella, candidato apoiado por Donald Trump.
  • O memorando assinado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirma que Coral chegou aos EUA em 2015 com visto de turista e tem pedido de asilo pendente.
  • Rubio também disse que Coral usou sua presença nos Estados Unidos para conduzir atividade política em apoio ao governo Petro, protestando contra Espriella.
  • Em Miami, dias antes da prisão, Coral e outros promoveram cartazes desencorajando a diáspora colombiana de votar em Espriella; este venceu a eleição colombiana com 49,65%, contra 48,70% de Cepeda.
  • Coral permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) aguardando procedimentos de remoção; ele já havia apresentado queixa ao FBI envolvendo gravação de conversas com Espriella.

Franklin Humberto Coral Garrido, conhecido como Beto Coral, foi detido em Phoenix, nos EUA, pela imigração. A prisão ocorreu após ele se manifestar contra o candidato apoiado por Donald Trump na Colômbia.

Coral, colombiano de 40 anos, é simpatizante de Gustavo Petro e participa de atividades políticas na diáspora. A detenção aconteceu na terça-feira, 16 de junho, mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA emitiu memorando sobre o caso.

O memorando cita que Coral chegou aos Estados Unidos em 2015 com visto de turista e tem pedido de asilo pendente. A nota aponta que ele permaneceu no país além do período autorizado.

O documento afirma que Coral conduziu atividades políticas pró-Petro nos EUA e protestou contra o candidato influenciado por grupos conservadores colombianos, em contexto de acirrada polarização no país.

Antes da prisão, Coral havia viajado a Miami, onde e outros participantes ergueram cartazes desencorajando a participação da diáspora colombiana a favor do candidato Espriella, aliado de Trump.

Coral também havia feito uma queixa ao FBI, em maio, acusando Espriella de gravar conversas telefônicas e divulgar áudios. A denúncia motivou acusações de difamação feitas por um ex-advogado de Espriella.

Abelardo de la Espriella, ex-advogado e candidato da ultradireita, venceu o segundo turno da eleição colombiana com 49,65% dos votos, frente a 48,70% de Iván Cepeda, numa disputa muito observada internacionalmente.

A defesa de Coral sustenta que a atuação do ativista não representa interesses dos EUA, enquanto a administração de Biden não comentou oficialmente o caso até o momento. O ICE informou que Coral permanece custodiado, aguardando procedimentos de remoção.

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