- Em La Paz e El Alto, filas em postos de gasolina no terceiro dia do estado de emergência declarado pelo presidente Rodrigo Paz.
- O país enfrenta interrupções no abastecimento de combustível e cortes de eletricidade após semanas de protestos e bloqueios de estradas.
- O ex‑presidente Evo Morales intensificou a pressão, pedindo que apoiadores considerem tomar centrais elétricas locais se os cortes persistirem.
- O porta‑voz da presidência, José Luis Galvez, condenou as ameaças de perturbar serviços públicos como atos criminosos e disse que o Estado não permitirá.
- O estado de emergência foi decretado após mais de cinquenta dias de bloqueios; ainda há seis bloqueios na região do Chapare, complicando a distribuição nos grandes centros.
La Paz e El Alto registraram longas filas de veículos em postos de gasolina nesta segunda-feira, 22, durante o terceiro dia do estado de emergência declarado na Bolívia. A medida ocorre em meio a protestos e interrupções no abastecimento que começaram há semanas.
Apesar de alguns estabelecimentos terem retomado parcialmente a distribuição, muitos moradores permaneciam em filas, com alguns optando por dormir dentro dos veículos. A situação evidencia dificuldades de suprimento no país.
O ex-presidente Evo Morales intensificou a pressão política ao sugerir que apoiadores ocupem centrais elétricas caso haja continuidade dos cortes de energia. O governo rebateu as acusações e informou que o retorno à normalidade deve ocorrer gradualmente.
Em meio às declarações, o porta-voz da presidência, José Luis Galvez, condenou as ameaças a serviços públicos como atos criminosos e afirmou que o Estado não tolerará tais ações. Autoridades ressaltaram que a normalização depende das condições de abastecimento.
O estado de emergência foi decretado após mais de 50 dias de bloqueios promovidos por sindicatos de trabalhadores e agricultores, que também resultaram na paralisação de combustível e alimentos básicos em várias regiões.
Embora muitos bloqueios tenham sido removidos, seis pontos persistem na região do Chapare, o que atrapalha a distribuição para os maiores centros urbanos do país. As autoridades afirmam manter ações para reduzir impactos logísticos.
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