- A China restringiu o comércio com ao menos dez empresas norte-americanas, em retaliação após Washington ter associado BYD e Alibaba ao Exército, conforme comunicado do ministério do Comércio.
- Entre as companhias atingidas estão USA Rare Earth, MP Materials e Aveox, incluídas na lista de entidades da China.
- A medida é apresentada como proteção à segurança nacional e aos interesses da China, em resposta à inclusão de entidades chinesas na Lista de Empresas Militares Americanas.
- As ações ocorrem semanas após o Pentágono reinserir Alibaba, Baidu e BYD nessa lista de riscos à segurança nacional dos EUA, segundo o governo americano.
- O governo chinês ampliou controles de exportação para reforçar o uso do comércio como ferramenta de pressão, em meio a tensões na relação econômica com os EUA.
O governo da China restringiu o comércio com pelo menos dez empresas norte-americanas, naquilo que é visto como retaliação às acusações de Washington sobre vínculos entre empresas chinesas e o Exército. Entre as atingidas estão USA Rare Earth, MP Materials e Aveox, fabricante de motores de alta tecnologia.
O anúncio foi feito pelo Ministério do Comércio da China em comunicado divulgado nesta segunda-feira. A medida integra a chamada lista de entidades e ocorre como resposta à inclusão de entidades chinesas na Lista de Empresas Militares Chinesas pelo governo dos EUA.
Segundo o ministério chinês, a ação busca proteger a segurança nacional e os interesses do país. A medida restringe explicitly o comércio com as empresas norte-americanas listadas e acompanha medidas semelhantes em áreas estratégicamente sensíveis.
A decisão ocorre pouco mais de duas semanas após o Pentágono reinclui Alibaba, Baidu e BYD na lista de empresas chinesas consideradas risco à segurança nacional dos EUA por supostas ligações com o Exército Popular de Libertação. As empresas chinesas negam tais vínculos.
Ainda segundo a reportagem, Pequim tem utilizado controles de exportação de terras raras como instrumento de política comercial, em resposta às tarifas americanas aplicadas no ano passado. O objetivo seria manter pressão sobre negociações entre as duas maiores economias.
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