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Cocaína na madeira: operação histórica da Receita Federal desmonta esquema

Operação internacional da Receita Federal apreende cocaína líquida ocultada em madeira, em oito caminhões, com estimativa de até cinquenta toneladas, revelando complexidade logística

A cocaína líquida era incorporada às peças de madeira
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  • A Receita Federal apreendeu cocaína escondida em peças de madeira, transportadas de forma líquida, com apoio de cães farejadores, em operação conjunta com autoridades dos EUA e da Bolívia.
  • Ao todo, oito caminhões foram interceptados, sendo quatro em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e quatro em Cáceres, no Mato Grosso, cada um com 130 toneladas de material.
  • A droga foi adulterada na madeira para dificultar a identificação, conforme perícias iniciais e estimativas da PF.
  • A operação desarticulou um esquema internacional, com cargas permanecendo em território brasileiro sob custódia das autoridades nacionais.
  • O ministro da Fazenda afirmou que a apreensão pode ser a maior da história do Brasil e uma das maiores do mundo.

A Receita Federal apreendeu neste domingo dezenas de toneladas de cocaína escondidas em peças de madeira. A operação, realizada com apoio de autoridades dos EUA e da Bolívia, visou desarticular um esquema internacional de tráfico. A droga era transportada de forma líquida, misturada à madeira para dificultar a identificação, e foi detectada com cães farejadores.

Ao todo, oito caminhões foram interceptados, cada um com madeira adulterada. A Polícia Federal informou que parte da carga estava nas regiões de fronteira com a Bolívia. Quatro veículos contavam com origem em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e os outros quatro em Cáceres, em Mato Grosso.

A ação integra a etapa de Área de Controle Integrado, com custódia dos materiais pelas autoridades brasileiras. A PF segue o inquérito para identificar o destino final da droga, enquanto a Receita Federal coordena a segurança das cargas retidas.

Conexão internacional

Informações da inteligência dos EUA apontam relação entre a apreensão atual e uma operação anterior, ocorrida no Chile, envolvendo cerca de 100 toneladas provenientes da Bolívia. As cargas teriam o mesmo país de origem, segundo as autoridades.

Desdobramentos

A Polícia Federal ficará responsável pela perícia definitiva e pela conclusão do inquérito. Também participam o GEFRON-MT, as Polícias Técnico-Científicas de MT e MS, e a própria Receita Federal, com a vigilância das áreas de retenção.

Contexto e avaliação

De acordo com autoridades, o método de ocultação dificulta a mensuração exata da cocaína. Estima-se que entre 10% e 20% do peso total da carga possa ser a droga líquida, levando a um intervalo de dezenas de toneladas a depender do peso final da madeira.

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