- Abelardo de la Espriella, 47 anos, assumirá a presidência em sete de agosto, prometendo mão de ferro contra o crime organizado e gestão pró-mercado na economia, após vencer o segundo turno por cerca de 1% (mais de 250 mil votos) em quase vinte e seis milhões de votos válidos.
- A diferença aponta para uma eleição extremamente disputada e para a continuidade da divisão política na região, com Abelardo derrotando o senador Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro.
- Restrepo, economista que será vice, integra o palanque e ficou conhecido como ministro anterior; Cepeda defendia continuidade das políticas de Petro, que promoveu aumento de gastos e benefícios sociais.
- O plano de Abelardo prevê combate mais enérgico ao crime, retomada da cooperação com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, construção de presídios de segurança máxima e abandono do acordo de paz com grupos paramilitares e com a FARC; na economia, defesa de redução de impostos, autonomia do banco central e retomada de concessões de minérios, petróleo e gás, incluindo fracking.
- Mensagens de apoio chegaram de figuras regionais, com Milei celebrando o resultado; no cenário regional, o Uruguai foi o único país sul-americano a eleger a esquerda recentemente, segundo o texto, enquanto a região caminha para a direita.
Na Colômbia, a direita voltou a vencer em uma eleição marcada pela fragmentação política. Abelardo de la Espriella, advogado e empresário de 47 anos, liderará o país a partir de 7 de agosto, com uma agenda de combate ao crime organizado e gestão econômica orientada ao mercado. A vitória ocorreu no segundo turno, diante do candidato governista Iván Cepeda, com uma margem de pouco mais de 1%.
A diferença de votos foi de pouco mais de 250 mil, em um universo de quase 26 milhões de eleitores. Cepeda contou com o apoio do presidente Gustavo Petro, que não pode concorrer à reeleição. Abelardo, conhecido como El Tigre, não tinha cargo público anterior e conduz o movimento Defensores de la Patria.
A campanha de Abelardo usou referências associadas a Milei na economia e a Bukele na segurança pública. O presidenciável argentino fica entre as inspirações para uma postura mais dura contra o crime e maior cooperação com os EUA no combate ao narcotráfico. Detalhes do programa passam pela redução de gastos, privatizações e retomada de ações de segurança.
Resultados e desdobramentos
Quem vencerá o pleito prometeu construir presídios de segurança máxima e romper com acordos de paz com grupos paramilitares e narcotraficantes negociados em 2016. A pauta de segurança pública recebeu atenção reforçada na campanha e é apontada como fator decisivo para a vitória.
O governo anterior, sob Petro, ampliou gasto público e elevou o déficit fiscal, com impactos inflacionários. O desempacotamento de políticas econômicas e a atuação do Banco Central, com juros elevados, também foram temas centrais do debate público. A eleição refletiu uma divisão profunda na sociedade colombiana.
Perfil dos envolvidos
Abelardo de la Espriella é empresário da área jurídica, sem histórico de cargo público, e liderou o movimento conservador Defensores de la Patria. Seu vice é José Manuel Restrepo, economista e ex-ministro do governo Iván Duque, nome com peso entre setores tradicionais.
Iván Cepeda, senador de esquerda, é figura destacada no campo progressista e filho de um político assassinado por paramilitares. A corrida entre eles evidenciou uma alternância de rumo, com parte da população buscando maior segurança e menos tolerância à criminalidade. A eleição ratifica o momento de tensões políticas na região.
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