- Cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, ultrapassando os venezuelanos pela primeira vez.
- O país registrou 75.599 solicitações, alta de 10,9% em relação a 2024, o terceiro maior registro da série histórica.
- Região Norte concentrou 52,4% das solicitações; Roraima teve 16.166 notificações (32%), Amapá 6.372 (12,6%) e Amazonas 2.445 (4,8%).
- Do total de pedidos deferidos, 94,7% foram motivados por violação generalizada de direitos humanos, majoritariamente entre venezuelanos.
- Perfil dos solicitantes: maioria homens (55,9%), com idade entre 25 e 40 anos; entre cubanos, 67,8% têm mais de 60 anos.
Os cubanos assumiram a liderança nos pedidos de refúgio no Brasil em 2025, ultrapassando os venezuelanos, que ocupavam o posto desde 2018. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o OBMigra, no relatório Refúgio em Números 2026.
O Brasil registrou 75.599 solicitações de refúgio em 2025, crescimento de 10,9% frente a 2024. O total continua entre os três maiores da série histórica, ficando atrás apenas de 2018 e 2019.
O agravamento da crise energética e econômica em Cuba é apontado como motivador da elevação recente. Além disso, a restrição de envio de petróleo ao país, anunciada após o governo dos Estados Unidos, está associada ao aumento no fluxo migratório.
Região Norte lidera as solicitações
Em 2025, a Região Norte concentrou 52,4% das solicitações analisadas pelo Conare. Roraima liderou entre os estados, com 16.166 notificações (32% do total). O Amapá registrou 6.372 casos (12,6%), seguido pelo Amazonas, com 2.445 casos (4,8%).
Do total de pedidos deferidos, 94,7% foram motivados pela violação generalizada de direitos humanos. Esse enquadramento atendeu majoritariamente aos venezuelanos.
Perfil dos solicitantes
O perfil geral é de homens, respondendo por 55,9% dos pedidos, na faixa etária de 25 a 40 anos. Entre os cubanos, o perfil é mais velho: 67,8% têm mais de 60 anos. Esses dados destacam diferenças demográficas relevantes no fluxo de refugiados.
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