- Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial na Colômbia neste domingo, 21, derrotando o esquerdista Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro.
- A vitória colocou a direita à frente no continente, passando a controlar sete de doze governos na América do Sul.
- O resultado amplia uma sequência de vitórias de candidatos conservadores iniciada em 2025, após Brasil, Bolívia e Chile já terem escolhido governos de direita.
- O mapa político sul-americano passa a ter a partir de agora oito governos de direita e quatro de esquerda, com destaque para Colômbia, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela.
- Analistas apontam que a mudança revela um eleitorado com posicionamentos firmes em temas como segurança, imigração e benefícios sociais, marcando o fim da chamada “onda rosa” na região.
A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia, realizada neste domingo, 21, redesenhou o mapa político da América do Sul. Com a derrota do esquerdista Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, a direita assume a maioria dos governos no continente, chegando a sete de doze, segundo a apuração inicial. O voto colombiano amplia a tendência de 2025, quando várias nações migraram para o conservadorismo.
Antes da Colômbia, já haviam vencido candidatos de direita na Bolívia, em 2025, com Rodrigo Paz derrotando o bloco ligado ao MAS. Em dezembro daquele mesmo ano, José Antonio Kast venceu no Chile, substituindo o esquerdista Gabriel Boric. As vitórias ilustram uma guinada regional que se mantém até este momento, segundo analistas.
Mapa político da América do Sul
Esquerda (4): Brasil — Lula; Guiana — Irfaan Ali; Suriname — Jennifer Simons; Uruguai — Yamandú Orsi.
Direita (8): Argentina — Milei; Bolívia — Paz; Chile — Kast; Colômbia — de la Espriella; Equador — Noboa; Paraguai — Peña; Peru — Fujimori*; Venezuela — Delcy Rodríguez.
*Embora a apuração peruana não esteja finalizada, Keiko Fujimori lidera com vantagem de cerca de 41 mil votos sobre Roberto Sánchez, com mais de 99% das urnas contabilizadas. Nacionalmente, a associação entre esquerda e direita segue sob análise de especialistas.
Contexto e impactos
A alternância entre governos de esquerda e direita é frequente na região. No início dos anos 2000, a chamada onda rosa ampliou a presença de lideranças progressistas em várias nações, apoiada por commodities e demandas externas. A partir de meados da década, crises, escândalos e desgaste de governos de longa duração favoreceram o espaço para candidaturas conservadoras.
O ciclo atual é visto por analistas como indicação de um eleitorado regional mais firmemente voltado a temas de segurança, imigração e política social, com variações de acordo com cada país. A tendência aponta para maior pluralidade de blocos e maior volatilidade nas próximas eleições.
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