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Escassez transforma voos domésticos da Bolívia em rota de abastecimento

Escassez transforma voos domésticos da Bolívia em rota de abastecimento, elevando preços de carne e gerando protestos contra o presidente

No saguão do Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, uma família carrega caixas de isopor com frango, carne bovina e suína comprados a preços locais para serem levadas para cidades onde há escassez
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  • A Bolívia vive crise de abastecimento com protestos pedindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz e bloqueios que afetam a distribuição de alimentos.
  • La Paz depende de voos domésticos para levar carne e frango, vendidos a preços elevados devido aos custos de transporte e desabastecimento.
  • Frango inteiro passou de 50 para 110 bolivianos, com itens como carne bovina e suína também circulando em caixas de isopor nos aviões.
  • Santa Cruz de la Sierra, responsável por quase metade da produção pecuária, tornou-se referência para abastecimento, abastecendo a capital via avião.
  • O governo assinou acordo com a COB e declarou estado de emergência, com possibilidade de uso de forças para liberar bloqueios e ampliar o acesso a alimentos.

A escassez de alimentos na Bolívia transformou voos domésticos em rota de abastecimento. Em La Paz, caixas de isopor com carne e frango são enviadas para cidades onde o preço dos alimentos disparou, em meio a protestos que pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz.

A crise chega às vias aéreas: passageiros carregam caixas vazias ou preenchidas com mercadorias nos voos que chegam e partem do Aeroporto Internacional de Santa Cruz, principal centro de distribuição do país, para diversas regiões.

A pressão dos bloqueios nas estradas agravou o desabastecimento. O país vive o segundo mês de protestos, com concentrações em cidades e estradas interditadas, intensificando a demanda por produtos básicos a preços elevados.

Frango inteiro, que chegava a 50 bolivianos, passou a custar cerca de 110 bolivianos em mercados itinerantes instalados em praças. A diferença de preço é refletida no custo do transporte, que também elevou o valor final ao consumidor.

Os alimentos chegam por via aérea a partir de Santa Cruz de la Sierra, onde há forte produção pecuária. O aeroporto acaba funcionando como um mercado de venda rápida, com partes da cadeia logística adaptadas para esse formato emergencial.

As caixas de isopor circulam entre passageiros nos saguões e nas esteiras de bagagem, onde são despachadas com a sustentação de embalagens de gelo para evitar vazamento. Em La Paz, passagens para a ponte aérea também influem no custo de aquisição.

Relatos de passageiros indicam que compras em Santa Cruz e transferências rápidas de mercadorias por aeronaves são comuns para suprir a demanda local. Muitos utilizam o transporte aéreo para contornar as interrupções terrestres.

A situação econômica se agrava em várias regiões: filas longas para aquisição de frango a preços altos aparecem em La Paz, Santa Cruz e outras cidades, com impactos na alimentação básica de famílias de renda baixa.

O governo tem adotado medidas para tentar conter o desabastecimento, incluindo acordos com entidades trabalhistas e ações de emergência. A atuação das forças de segurança em estradas tem sido um marco recente da crise.

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