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Esposa do premiê da Espanha vira ré por corrupção e tem passaporte retido

Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, será julgada por corrupção; passaporte retido e obrigatoriedade de comparecimento, elevando a crise política na Espanha

Esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, Begoña Gómez.
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  • O tribunal espanhol determinou que Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, seja julgada por corrupção e teve o passaporte retido; ela deve entregar o passaporte e se apresentar duas vezes por mês até o julgamento, cuja data ainda não foi marcada.
  • A decisão visa impedir que Gómez fugi do país; todos os postos de fronteira e aeroportos foram informados para cumprir a ordem.
  • O caso envolve a criação de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri, na qual Gómez foi codirigente; investigadores suspeitam de uso de recursos públicos para favorecer interesses privados.
  • Já foram formalizadas acusações de peculato, tráfico de influência, corrupção e apropriação indébita de fundos; a estrutura acadêmica seria utilizada para o uso privado da investigada.
  • A crise política envolve também aliados de Sánchez, como o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, sob suspeita de crimes de tráfico de influência e falsificação em relação a um empréstimo a uma empresa aérea; a polícia já revistou a sede do Partido Socialista em maio.

Um tribunal espanhol determinou no último sábado 20 que Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez, seja julgada por corrupção e tenha o passaporte retido. A medida impede a saída do país até o fim do processo. O juiz também ordenou que Gómez entregue o passaporte e compareça duas vezes por mês perante as autoridades.

A decisão foi anunciada pelo juiz Juan Carlos Peinado, da Audiencia Nacional. Além da proibição de viagem, Gómez deve permanecer à disposição da justiça até a conclusão do caso, cuja data de julgamento ainda não foi marcada. O tribunal informou que todos os postos de fronteira serão avisados para cumprir a ordem.

O caso está ligado à criação de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri, que Gómez codirigiu. A investigação aponta uso de recursos públicos e de influência pessoal para favorecer interesses privados, segundo a acusação, que envolve peculato, tráfico de influência, corrupção e apropriação indevida de fundos.

Gómez, com 55 anos, e Sánchez negam irregularidades. O governo afirma que o processo é parte de uma ofensiva política da direita para desestabilizar o Executivo. O PSOE divulgou comunicado afirmando que Gómez é inocente e que há perseguição política contra a família presidencial.

A crise envolve ainda outras figuras próximas ao governo, como o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, suspeito de irregularidades em empréstimo para uma pequena companhia aérea. Zapatero também nega as acusações, e investigações seguem em andamento.

Em maio, a polícia revistou a sede do Partido Socialista no âmbito de apuração de possíveis pagamentos ilegais. As buscas integram investigações sobre supostos atos ilícitos envolvendo membros do partido, sob coordenação da Justiça, sem que Sánchez seja formalmente investigado.

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