- Irã e Estados Unidos concordaram em estabelecer linhas de comunicação para manter o Estreito de Ormuz aberto e deter os combates no Líbano, após as primeiras conversações na Suíça.
- Países mediadores, Paquistão e Catar, enfatizaram atmosfera positiva das deliberações iniciadas no domingo e traçaram um mapa para um acordo final em sessenta dias.
- As equipes de negociação, lideradas pelo vice-presidente americano e pelo presidente do Parlamento iraniano, iniciaram um processo de dois meses com início imediato de novas conversas técnicas.
- Foi criado um canal de contatos para evitar incidentes no Estreito de Ormuz; a delegação iraniana retornou a Teerã após dezoito horas de discussões.
- A nota divulgada pelos mediadores aponta avanços promissores, incluindo a criação de uma célula de gestão do conflito no Líbano e avanços que podem levar à retomada de negociações técnicas.
Irã e Estados Unidos deram sinais de avanço ao abrir canais de comunicação para evitar incidentes no Estreito de Ormuz e reduzir os combates no Líbano, após as primeiras negociações realizadas na Suíça. O objetivo é estabelecer um cronograma de dois meses para chegar a um acordo.
As negociações foram conduzidas pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, com a mediação do Paquistão e do Catar. O grupo busca um caminho para o fim do conflito no Oriente Médio.
Um comunicado dos mediadores destacou o andamento positivo, com a definição de um mapa para um acordo final em 60 dias e a abertura de canais técnicos imediatos. Discutiu-se ainda a criação de mecanismos para evitar falhas de comunicação no Estreito de Ormuz.
A delegação iraniana retornou a Teerã após cerca de 18 horas de debates, segundo a agência Irna. Em Teerã, o porta-voz da diplomacia afirmou que houve um diálogo breve sobre nuclear, mas sem tratar o tema como parte das negociações.
O governo suíço informou que as negociações produziram condições para retomar novas conversações técnicas. Também foi instituída uma célula de gestão do conflito no Líbano, onde o Hezbollah atua ao lado de forças pró-Iran.
Avanços técnicos e impacto regional
Acordos preliminares incluem suspender parcialmente o bloqueio ao Estreito de Ormuz, com isenções a exportações de petróleo e petroquímicos, e libertação de alguns ativos congelados, além de iniciar planos de reconstrução para o Irã.
O primeiro teste prático será o desfecho do conflito no Líbano, onde houve escaladas desde março. O Irã reiterou a disposição de manter o diálogo para reduzir tensões na região.
As negociações ocorreram em um hotel na região de Burgenstock, na Suíça, inicialmente marcadas por tensões após a ameaça de ações militares. Mesmo com ruídos, o tom geral foi de avanço diplomático.
Perspectivas e próximos passos
Equipes técnicas devem seguir com as discussões por alguns dias no país anfitrião. Países mediadores destacam a importância de manter a atmosfera de cooperação para consolidar o acordo.
O preço do petróleo reagiu positivamente ao clima mais estável, com quedas registradas em ambos os benchmarks globais, após o anúncio dos progressos. As próximas semanas devem esclarecer o ritmo das conversas técnicas.
O porta-voz iraniano enfatizou que o Irã não renunciará ao enriquecimento de urânio, embora afirme não buscar armas nucleares. Os próximos encontros devem aprofundar temas sensíveis ainda em pauta.
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