- Evo Morales anunciou nesta segunda-feira, 22 de junho, a suspensão temporária dos últimos bloqueios de rodovias em Cochabamba, após cerca de cinquenta dias de protestos contra o governo de Rodrigo Paz.
- O governo de Paz assinou, na sexta-feira anterior, um acordo com a Confederação dos Trabalhadores da Bolívia para encerrar as manifestações; no sábado foi declarado estado de emergência para ampliar o aparato de resposta.
- Os bloqueios provocaram longas filas para abastecimento de combustíveis e dificuldades de acesso a alimentos e medicamentos.
- Mesmo com o acordo, muitas estradas continuam sob controle de associações rurais ligadas a Evo, que não participaram das negociações e seguem protestando principalmente em Cochabamba.
- O acordo foi acompanhado pelo anúncio de redução dos bloqueios para nove; a COB defende construção de consenso entre trabalhadores e o governo, enquanto Evo afirmou que não houve rendição.
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária dos bloqueios de rodovias na região de Cochabamba. A eleita trégua não foi chamada de rendição e surgiu após acordo entre o governo, liderado por Rodrigo Paz, e a COB, central sindical.
O acordo, fechado na sexta-feira, visa encerrar as manifestações que paralisaram o país. Diferentes setores, como caminhoneiros, camponeses e docentes, contribuíram para as paralisações desde o início do mês.
Paz decretou estado de emergência no fim de semana, ampliando poderes para enfrentar os bloqueios. Na prática, isso permitiu ações das forças de segurança para liberar estradas, com queda no número de pontos de contenção para nove até esta segunda-feira.
As manifestações têm relação com cortes de subsídios a combustíveis e reformas nas terras, medidas associadas ao acordo com o FMI. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo contra protestos próximos ao palácio de governo.
Ainda há resistência em Cochabamba, onde associações rurais, alinhadas a Morales, não participaram do acordo e continuam protestando. Nesse cenário, o país enfrenta dificuldades de abastecimento e filas para produtos básicos.
O ex-presidente afirmou que os protestos representam uma tentativa de desestabilizar a democracia, enquanto o decreto de emergência visa restaurar a ordem, proteger cidadãos e manter o fluxo de bens. As partes envolvidas aguardam desdobramentos do compromisso.
Entre na conversa da comunidade