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Explosão em complexo de GNL no Catar deixa 13 mortos e dezenas feridos

Explosão no complexo de Ras Laffan, Catar, deixa treze mortos e sessenta e seis feridos; governo descreve acidente técnico e confirma continuidade da exportação de GNL

Esta imagem de satélite do Planet Labs PBC mostra a zona industrial de Ras Laffan no Catar em 6 de março de 2026. — Foto: Planet Labs PBC via AP
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  • Treze pessoas morreram e sessenta e seis ficaram feridas após uma explosão no complexo de GNL Ras Laffan, na unidade Barzan, Catar; acidente técnico é apontado pela autoridade responsável; a capacidade de exportação não foi afetada e não há risco ambiental.
  • A explosão ocorreu durante a retomada das operações após ataques iranianos em março; o incidente provocou pânico em Doha, a mais de setenta quilômetros do local.
  • Ras Laffan é um importante polo industrial de GNL, com capacidade anual de setenta e sete milhões de toneladas; o Catar depende do Golfo para exportação, com interrupções anteriores do Estreito de Ormuz impactando o fornecimento global.
  • A QatarEnergy informou que abriu investigação; não detalhou onde na instalação ocorreu a explosão nem a extensão dos danos; não houve feridos no ataque de março segundo a empresa.
  • A recuperação completa das unidades de liquefação é complexa e pode levar entre três e cinco anos, devido ao resfriamento sequencial necessário para evitar choques térmicos.

Treze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após uma explosão no complexo de GNL de Ras Laffan, no Catar, na noite de domingo, durante a retomada de operações interrompidas após ataques iranianos. A unidade Barzan, responsável pelo fornecimento doméstico de gás, foi o foco do incidente.

As autoridades catarenses classificaram o episódio como um acidente técnico. A Agência de Energia do Catar informou 13 mortes e 66 feridos, sem afetar a capacidade de exportação da planta e sem risco ambiental imediato. A QatarEnergy ainda não detalhou onde ocorreu a explosão nem a extensão dos danos.

Saad al-Kaabi, CEO da QatarEnergy e ministro da Energia, confirmou a abertura de uma investigação sobre o ocorrido. A explosão foi sentida em Doha, a mais de 70 quilômetros de Ras Laffan, gerando pânico entre moradores.

Desafios na retomada das operações

A retomada das operações de GNL no Catar esbarra na necessidade de religar as unidades de forma sequencial para evitar choques térmicos. O processo envolve resfriamento gradual, com temperaturas de cerca de -162 °C no estado líquido.

Ras Laffan abriga a principal base industrial de GNL do país, com capacidade anual de 77 milhões de toneladas. Ataques anteriores, em março, atingiram duas unidades de processamento, reduzindo cerca de 17% da capacidade de exportação.

A guerra recente levou a uma retirada de cerca de 10 mil trabalhadores de plataformas e plantas. A QatarEnergy informou que não houve feridos no ataque de março. Reparos podem levar de três a cinco anos.

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