- França e Alemanha concordam em se tornar acionistas em partes iguais da KNDS, fabricante de tanques.
- A Alemanha planeja adquirir 40% da empresa dos proprietários familiares; a França mantém a outra metade.
- O acordo depende da aprovação orçamentária do Parlamento alemão para abrir capital em julho, com listagem dupla em Frankfurt e Paris prevista para o próximo mês.
- A KNDS está avaliada entre 15 e 18 bilhões de euros, e a Alemanha busca obter a chamada “ação de ouro” na unidade alemã.
- O objetivo é fortalecer capacidades industriais e de defesa da Europa e o equilíbrio de poder entre Paris e Berlim, após o revés do projeto FCAS.
França e Alemanha anunciaram a intenção de se tornarem acionistas, em partes iguais, da fabricante de tanques KNDS. O acordo envolve a aquisição de 40% pela Alemanha, com a França mantendo a outra metade.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (22) pelos governos dos dois países, que destacaram o objetivo de uma das maiores aberturas de capital no setor de defesa europeu. A operação depende da aprovação orçamentária do Parlamento alemão.
A aquisição está condicionada à aprovação do Bundestag para a participação de 40% na KNDS, controlador pela família alemã proprietária. A abertura de capital está prevista para ocorrer em julho, com uma listagem dupla em Frankfurt e Paris no próximo mês.
A KNDS resulta da fusão entre a antiga KMW e a Nexter. O acordo estabelece direitos iguais de governança e supervisão de segurança entre os acionistas, antes da listagem dupla prevista. A operação também contempla a chamada ação de ouro na unidade alemã.
Segundo o governo alemão, o objetivo é fortalecer capacidades industriais e de defesa da Europa, reforçar as forças armadas dos dois países e consolidar soberania europeia a longo prazo. A notícia foi publicada pela imprensa após o diálogo franco-alemão.
Uma fonte próxima às negociações informou à Reuters que a avaliação da KNDS fica entre 15 bilhões e 18 bilhões de euros, dependendo de variações de mercado. O acordo visa criar um contrapeso à influência francesa na gestão da empresa.
A abertura de capital ocorre após tensões nas relações entre Paris e Berlim, sobretudo após o fracasso do projeto de caça de nova geração FCAS. A KNDS, com foco em veículos blindados, representa movimento estratégico para o setor de defesa europeu.
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