- Irã e Estados Unidos iniciaram, na Suíça, um processo de dois meses para encerrar o conflito, com objetivo de avanços até um acordo final em sessenta dias.
- As partes estabeleceram linhas de comunicação para manter o Estreito de Ormuz aberto e deter combates no Líbano, segundo mediadores Paquistão e Catar.
- Foi criado um “mapa de caminho” para novas negociações técnicas e um canal de contatos para evitar incidentes na região.
- A delegação iraniana retornou a Teerã após cerca de dezoito horas de discussões; o tema nuclear foi citado como breve pauta, sem configuração de negociações formais.
- As conversas incluem ainda a criação de uma célula de gestão do conflito no Líbano, onde o Hezbollah está envolvido, e seguem com sessões técnicas nos próximos dias na Suíça.
Duas equipes de negociação, lideradas pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e pelo chefe da comissão parlamentar iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, iniciaram na Suíça um processo de dois meses com o objetivo de encerrar o conflito no Oriente Médio. A etapa inicial ocorreu neste fim de semana, com foco na abertura do Estreito de Ormuz e na redução dos combates no Líbano.
Países mediadores, Paquistão e Catar, ressaltaram uma atmosfera positiva durante as consultas realizadas entre 21 e 22 de abril. O grupo definiu um mapa de atuação para chegar a um acordo final em 60 dias, além de criar bases para futuras discussões técnicas.
Avanços e próximos passos
A nota conjunta afirma que houve avanços promissores e a criação de um mecanismo para futuras conversações técnicas, incluindo um canal de contatos para evitar incidentes no Estreito de Ormuz. A delegação iraniana retornou a Teerã após cerca de 18 horas de discussions.
O Irã informou que houve diálogo breve sobre nuclear, sem caracterizar as conversas como negociadas sobre o tema. O Ministério das Relações Exteriores suíto mencionou condições criadas para a retomada imediata de novas negociações técnicas.
Contexto e ambiente regional
O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz no início do conflito, intensificando a tensão com ações de Israel e dos EUA. No Líbano, foi criada uma célula de gestão para reduzir a escalada entre Israel e o movimento Hezbollah, aliado ao Irã. O Hezbollah iniciou ataques em resposta à crise iraniana, elevando o risco de desdobramentos regionais.
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