- Mais de 3.292 pessoas foram presas no Irã por suposta cooperação com “o inimigo” nos últimos meses, segundo o porta-voz do judiciário, Asghar Jahangir.
- O total inclui 1.061 acusações e a identificação de centenas de bens de traidores.
- O Irã costuma usar acusações de cooperação com estados hostis, como Israel, para prender dissidentes.
- Em maio, a Anistia Internacional alertou que autoridades iranianas utilizam o pretexto de “condições de guerra” para repressionar dissidência com prisões arbitrárias, julgamentos acelerados e execuções com motivação política.
- O país já enfrentou um bloqueio de internet de 88 dias, para impedir protestos internos, manifestações de apoio aos ataques americanos e envio de imagens ao exterior.
No Irã, autoridades judiciárias informaram que mais de 3 mil pessoas foram presas sob a acusação de colaborar com o que classificam como o inimigo. O comunicado foi divulgado pela emissora semioficial Student News Network nesta segunda-feira (22).
O porta-voz do judiciário, Asghar Jahangir, afirmou que 3.292 indivíduos foram detidos nos últimos meses. Segundo ele, 1.061 acusações formais foram emitidas e centenas de bens de suspeitos foram apreendidos.
As autoridades iranianas costumam usar acusações de cooperação com estados rivais, entre eles Israel, para justificar prisões de dissidentes. O governo alega ações de segurança durante o atual período de conflito regional.
Contexto de repressão e críticas
A Anistia Internacional já alertou, em maio, sobre prisões arbitrárias em massa, julgamentos acelerados e execuções com motivação política sob o pretexto de condições de guerra. O bloqueio de internet também foi citado como ferramenta de controle.
O bloqueio de internet no país, que se estendeu por 88 dias, teve como objetivo impedir que dissidentes organizassem protestos, apoiassem ataques ou enviassem imagens ao exterior. As autoridades afirmam buscar estabilidade interna.
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