- O Japão enfrenta escassez de mão de obra e baixa natalidade, o que levou empresas a reavaliarem políticas de emprego.
- Como resposta, o país adotou uma medida inédita nas últimas duas décadas: igualar salários entre homens e mulheres para atrair talentos femininos.
- Hoje, mulheres ganham em média 74,8% do salário dos homens; algumas empresas, como Nippon Life Insurance e MUFG Bank, eliminaram cargos administrativos majoritariamente ocupados por mulheres, que recebiam de 39% a 50% do salário masculino.
- A mudança busca ampliar a participação de mulheres na força de trabalho e estimular carreiras femininas, além de responder a investimentos ESG que ganharam força.
- Enquanto os EUA têm recuado políticas de diversidade, o Japão adota uma abordagem de igualdade salarial para enfrentar a escassez de mão de obra.
Diante da escassez de mão de obra, o Japão decidiu pagar igual salário a mulheres e homens, uma medida inédita nas últimas duas décadas. A decisão surge em meio a um cenário de vagas abertas e necessidade de manter o crescimento econômico.
A diferença salarial entre homens e mulheres, atualmente em torno de 74,8%, motivou as empresas a rever políticas de remuneração. Com a retirada de barreiras salariais, busca-se atrair a força de trabalho feminina e consolidar carreiras dentro das organizações.
A mudança não apenas pretende ampliar a participação feminina, mas também responder a pressões econômicas. O país busca manter investimentos ESG e reter talentos, em contexto de competição com outras economias.
Empresas que lideram a mudança
Entre as companhias que avançam na prática de equiparar salários, constam a Nippon Life Insurance e o MUFG Bank. Ambas eliminaram categorias de cargos administrativos majoritariamente ocupados por mulheres, onde havia disparidade de remuneração.
As ações das empresas representam tentativas de reduzir o hiato salarial observado nas últimas décadas. A medida visa consolidar equilíbrio de remuneração independente do gênero, sem alterar funções ou responsabilidades.
A implementação ocorre num momento em que o Japão enfrenta pressão demográfica: menos nascimentos e maior demanda por mão de obra qualificada. A expectativa é de maior participação feminina no mercado de trabalho nos próximos anos.
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