- O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, ligou para o chanceler sírio, Assad Hassan al-Shaibani, para discutir cooperação entre os dois países.
- A ligação ocorreu em 22 de junho, dias após Donald Trump sugerir que a Síria combata o Hezbollah no Líbano.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria informou que o foco do contato foi as agressões israelenses no sul do Líbano e as repercussões para a paz regional.
- O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, disse que o país não pretende agir militarmente contra o Hezbollah, mas pode atuar como canal de comunicação entre forças políticas libanesas.
- As ações de Israel no Líbano dificultam as negociações entre Estados Unidos e Irã; há um memorando em que Israel deve se retirar do Líbano e interromper operações no território libanês.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, ligou nesta segunda-feira, 22 de junho, para o chanceler sírio, Assad Hassan al-Shaibani. O objetivo foi discutir cooperação entre os dois países e questões regionais.
A conversa ocorreu dias depois de Donald Trump sugerir que forças sírias passem a combater o Hezbollah no Líbano, em vez de Israel. A fala foi reiterada em meio a tensões na região.
Desdobramentos diplomáticos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria informou que o diálogo entre Salam e al-Shaibani concentrou-se nas agressões israelenses em curso contra o sul do Líbano e nas repercussões para a paz regional.
Em 16 de junho, Trump afirmou que a Síria poderia assumir responsabilidades no Hezbollah. O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, descartou qualquer ação militar contra o Hezbollah e indicou que o país pode atuar como canal de comunicação entre forças políticas libanesas e ampliar a cooperação bilateral.
As negociações entre EUA e Irã têm como entrave os ataques israelenses no Líbano. Um memorando entre os governos libanês e sírio destacou a retirada de forças israelenses e a suspensão de operações no território libanês.
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