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Mediadores relatam avanços nas negociações entre EUA e Irã

Negociadores dos Estados Unidos e Irã, mediados por Paquistão e Catar, avançam com agenda técnica em sessenta dias em Bürgenstock, apesar de tensões regionais

Representantes do Irã e dos EUA iniciam negociações em Bürgenstock, na Suíça
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  • Negociações entre os Estados Unidos e o Irã começaram em Bürgenstock, Suíça, com mediação do Paquistão e do Catar, após o memorando de entendimento assinado na semana anterior.
  • Os mediadores classificaram o ambiente como construtivo e fecharam um comitê de alto nível para supervisionar a mediação, além de grupos de trabalho sobre questões nucleares, sanções e resolução de disputas.
  • Foi traçado um roteiro de sessenta dias para chegar a um acordo final, com continuação de negociações técnicas e uma linha de comunicação para evitar incidentes no Estreito de Ormuz.
  • Nos primeiros dias, houve violações do acordo preliminar, com combates entre Israel e o Hezbollah; o Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz, mas essa medida foi contestada pelos Estados Unidos.
  • O Irã avisou que não avançará em um acordo mais amplo enquanto a guerra no Líbano não terminar; houve relatos de retirada parcial da delegação iraniana durante as negociações, embora autoridades digam que as tratativas continuam.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram negociações mediadas por Paquistão e Catar em Bürgenstock, Suíça, após a assinatura de um Memorando de Entendimento que estabelece as bases para um acordo de paz provisório. As conversas visam, em 60 dias, detalhar pontos para um acordo definitivo, inclusive sobre o programa nuclear iraniano.

Os encontros seguem o protocolo do memorando assinado na semana anterior. O Paquistão e o Catar atuam como mediadores, buscando facilitar o diálogo entre as delegações de Washington e Teerã. Um comitê de alto nível deverá supervisionar a mediação e apoiar os grupos de trabalho temáticos.

Desdobramentos de alto nível

As delegações concordaram em criar um roteiro com principais etapas até o acordo final, incluindo etapas técnicas que deverão ocorrer ao longo do período. Também ficou acordada uma linha de comunicação para evitar incidentes durante o Estreito de Ormuz, importante rota de comércio de petróleo.

Paralelamente, mediadores propuseram a formação de uma célula de prevenção de conflitos com participação do Líbano e dos interlocutores, com foco no cumprimento do término das operações militares no Líbano, conforme o Memorando de Entendimento.

Contexto regional e tensões

Os primeiros dias da vigência do acordo preliminar foram marcados por violações, com combates entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah no Líbano. Em resposta, o Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz, o que foi contestado pelo Comando Central dos EUA.

O Irã já advertiu que não avançará em negociações de âmbito mais amplo se a violência no Líbano não cessar. Na suíte de contatos, as negociações técnicas devem continuar ao longo da semana, com foco em sanções, nuclear e mecanismos de monitoramento.

Panorama recente

A violência regional e as ameaças no cenário internacional persistem como pano de fundo para as negociações. A delegação iraniana interrompeu, no domingo, as conversas com os EUA após novas ameaças feitas por Donald Trump, segundo a agência Irna. Não está claro se a saída foi definitiva.

Segundo fontes diplomáticas, a delegação iraniana manteve-se, de modo não oficial, engajada nas tratativas apesar do protesto público. O objetivo é manter o canal de diálogo aberto para avançar nos termos do Memorando de Entendimento.

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