- Alemanha e Países Baixos concordaram em devolver dois mil artefatos culturais a Ghana, saqueados durante o período colonial.
- A decisão foi anunciada durante a conferência Next Steps, realizada na semana passada em Accra.
- A conferência visa transformar a resolução da Organização das Nações Unidas sobre os crimes da escravidão em um quadro de compromissos práticos para uma ordem mundial mais justa.
- O ministro das Relações Exteriores de Ghana, Samuel Okudzeto Ablakwa, informou que diplomatas dos dois países apresentaram um catálogo com os itens a serem devolvidos; ainda não há detalhes sobre o cronograma ou a recepção em Ghana.
- Ghana tem intensificado a pressão para a devolução de artefatos saqueados durante a era colonial; a Dinamarca pediu desculpas pela participação na escravização transatlântica e ofereceu apoio à preservação de castelos ligados ao comércio de escravos.
Germany e Holanda vão devolver 2.000 artefatos de valor cultural a Ghana, volumes tomados durante o período colonial. A decisão foi anunciada durante o Next Steps, conferência realizada na semana passada em Accra.
A iniciativa ocorre após a declaração da ONU em 25 de março de 2026, que classifica o tráfico de africanos escravizados como crime grave contra a humanidade. O objetivo é transformar a resolução em um conjunto de compromissos práticos para um mundo mais justo.
Em 20 de junho, o ministro das Relações Exteriores de Ghana, Samuel Ablakwa, informou em redes sociais que embaixadas da Holanda e da Alemanha apresentaram um catálogo com os itens a serem devolvidos ao presidente Mahama. Não foram detalhados tipos de artefatos nem locais atuais de guarda.
A declaração mencionou que detalhes sobre prazos, recepção e exibição na Ghana devem ser anunciados em breve. A mudança de tom diplomático sinaliza avanço nas negociações sobre artefatos saqueados.
Contexto internacional
Ghana tem intensificado a pressão por retornos de objetos saqueados durante a era colonial. Em 2024, uma exposição em Kumasi mostrou peças relacionadas à cultura Asante que retornaram após décadas.
A Holanda já demonstrou movimento semelhante. Em 2025, concordou em devolver 113 Benin bronzes à Nigéria, e, com a abertura do Grand Museu Egípcio, prometeu devolver uma estátua faraônica de 3.500 anos ao Egito.
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